Atlas Lithium obtém licença para expansão do Projeto Neves, com investimento previsto de R$ 2 bilhões
Projeto de lítio no Vale do Jequitinhonha prevê produzir 146 mil toneladas de concentrado por ano e iniciar as operações em 2027.
A Atlas Lithium obteve licença ambiental para expandir o Projeto Neves, empreendimento de lítio localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A autorização permite o avanço de um investimento estimado em aproximadamente R$ 2 bilhões no principal projeto da companhia no Brasil.
A expectativa da mineradora é produzir 146 mil toneladas de concentrado de lítio por ano. O início das operações está previsto para 2027.
O avanço do Projeto Neves ocorre em um momento de expansão dos investimentos em minerais considerados estratégicos para tecnologias relacionadas à eletrificação e ao armazenamento de energia.
Projeto Neves prevê 146 mil toneladas de concentrado de lítio por ano
De acordo com a Atlas Lithium, o Projeto Neves foi estruturado para alcançar uma capacidade de produção anual de aproximadamente 146 mil toneladas de concentrado de lítio.
A planta de processamento destinada ao empreendimento já foi entregue e aguarda a etapa de montagem, segundo a companhia.
A obtenção da licença ambiental representa, portanto, mais uma etapa para o avanço da implantação do projeto até o início previsto da produção.
Localizado no Vale do Jequitinhonha, o empreendimento integra uma nova frente de projetos minerais que vem aumentando a importância da região para a cadeia brasileira do lítio.
Estudo aponta custo operacional de US$ 489 por tonelada
O estudo de viabilidade elaborado pela SGS Canada estimou um custo operacional de US$ 489 por tonelada para o projeto.
De acordo com as projeções apresentadas no levantamento, o empreendimento possui taxa interna de retorno pós-impostos de 145%.
A Atlas Lithium também estima um período de aproximadamente 11 meses para retorno do investimento.
Esses indicadores correspondem às projeções econômico-financeiras consideradas no estudo de viabilidade e podem variar de acordo com fatores como preços do lítio, custos operacionais, condições de mercado e desempenho efetivo da operação.
Atlas Lithium possui direitos minerais em 557 km²
A Atlas Lithium informa possuir aproximadamente 557 km² em direitos minerais relacionados ao lítio no Brasil.
Segundo a companhia, a área representa o maior conjunto de direitos minerais de lítio sob controle de uma empresa no país.
Além do lítio, o grupo mantém exposição a outros minerais por meio da Atlas Critical Minerals Corporation, incluindo ativos relacionados a terras raras, grafite e titânio.
Essa diversificação posiciona o grupo em diferentes cadeias de minerais associados à eletrificação, novas tecnologias e transição energética.
Mitsui investiu US$ 30 milhões na Atlas Lithium
O desenvolvimento da operação brasileira também atraiu o interesse da japonesa Mitsui & Co., que realizou um investimento de US$ 30 milhões na Atlas Lithium.
A Mitsui possui atuação internacional em setores como mineração, energia, infraestrutura, agronegócio, produtos químicos e tecnologia.
O aporte acrescentou uma dimensão estratégica à relação entre as companhias, em um momento de aumento da competição internacional pelo acesso a matérias-primas utilizadas em baterias e outras tecnologias.
Projeto prevê 5 mil empregos diretos e indiretos
Com a expansão do Projeto Neves, a Atlas Lithium estima a criação de aproximadamente 5 mil empregos diretos e indiretos.
O impacto potencial sobre emprego e renda aumenta a relevância do empreendimento para o Vale do Jequitinhonha, região que vem atraindo investimentos relacionados à exploração e produção de lítio.
O desenvolvimento dessa cadeia também aumenta a demanda regional por infraestrutura, fornecedores, mão de obra especializada e serviços relacionados à mineração.
Projeto Neves utilizará empilhamento a seco de rejeitos
A Atlas Lithium prevê adotar práticas destinadas a reduzir o impacto ambiental da operação.
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Entre as soluções anunciadas estão a recirculação de água no processo produtivo e o empilhamento a seco de rejeitos.
O empilhamento a seco permite que rejeitos com menor teor de umidade sejam dispostos de forma compactada, constituindo uma alternativa a determinados sistemas convencionais de disposição de rejeitos.
A companhia prevê incorporar essas soluções à operação do Projeto Neves quando a produção for iniciada.
Vale do Jequitinhonha ganha espaço na cadeia brasileira do lítio
O avanço do Projeto Neves reforça a transformação do Vale do Jequitinhonha em uma região estratégica para a produção brasileira de lítio.
Além do investimento de aproximadamente R$ 2 bilhões previsto pela Atlas Lithium, a implantação do empreendimento pode estimular novas atividades relacionadas à cadeia de fornecedores, infraestrutura e serviços especializados.
Com capacidade projetada de 146 mil toneladas de concentrado por ano e início das operações previsto para 2027, o Projeto Neves passa agora por uma etapa decisiva de implantação.
A evolução do empreendimento dependerá do cumprimento das próximas etapas de montagem, construção e comissionamento até a entrada efetiva em operação.



