Rio Tinto anuncia US$ 3,1 bilhões para ampliar produção de minério de ferro em Pilbara

Investimentos previam expansão de minas, infraestrutura ferroviária, armazenagem e ampliação do porto de Cape Lambert, na Austrália.

A Rio Tinto anunciou investimento de US$ 3,1 bilhões para ampliar sua capacidade de produção de minério de ferro em Pilbara, na Austrália. O plano envolvia não apenas as operações de mineração, mas também a infraestrutura logística necessária para transportar e exportar o aumento previsto da produção.

O anúncio ocorreu poucos dias depois de a companhia abandonar uma joint venture avaliada em US$ 116 bilhões com a concorrente BHP Billiton para operações de minério de ferro na região.

Rio Tinto previa produzir 283 milhões de toneladas em 2013

Com os novos investimentos, a Rio Tinto planejava elevar sua capacidade anual de produção em Pilbara para 283 milhões de toneladas até 2013.

Uma etapa adicional de expansão poderia levar esse volume a 333 milhões de toneladas por ano em 2015, segundo as projeções divulgadas pela mineradora naquele período.

O programa reforçava a importância de Pilbara para os negócios de minério de ferro da companhia e para o abastecimento do mercado internacional.

Investimentos incluíam ferrovia e porto de Cape Lambert

A ampliação da capacidade de mineração exigiria investimentos simultâneos na infraestrutura logística da região.

Além dos recursos destinados à expansão da lavra, a Rio Tinto previa investir na infraestrutura do porto de Cape Lambert, com a implantação de um novo ancoradouro.

O programa contemplava ainda seis novas unidades de trens pesados, novas áreas de armazenagem e aquisição de equipamentos destinados a atender ao aumento da movimentação de minério de ferro.

A estratégia buscava ampliar de forma integrada as diferentes etapas do sistema, desde a produção nas minas até o transporte ferroviário e o embarque do minério para exportação.

Pilbara concentrava grandes investimentos em minério de ferro

Localizada no oeste da Austrália, Pilbara já havia recebido aproximadamente US$ 6 bilhões em novos investimentos da Rio Tinto, segundo informações divulgadas à época.

A expectativa era de novos aportes para financiar expansões adicionais nas minas e nas estruturas de armazenagem da companhia.

Naquele período, a região era apontada como responsável por cerca de um terço do comércio mundial de minério de ferro, o que reforçava sua importância estratégica para o mercado global da commodity.

A expansão anunciada pela Rio Tinto mostrava também a dimensão da infraestrutura necessária para acompanhar o crescimento da mineração em grande escala: aumento da capacidade das minas, novos trens, armazenagem e expansão portuária precisavam avançar de maneira coordenada para que o minério chegasse ao mercado internacional.