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21 de outubro de 2021

Ramille Mayrink de Castro é coordenadora de sobressalentes na divisão Plant Technology da Thyssenkrupp.

Ramille trabalha na thyssenkrupp há mais de oito anos, onde ingressou no início de carreira. É formada em Engenharia de Materiais pelo Cefet-MG e tem um MBA em Administração, Negócios e Marketing pelo IBMEC. Também é educadora, desde 2021, da disciplina de Logística Industrial no Programa Formare da Fundação Iochpe.           

“Desde criança sempre fui muito curiosa e questionadora, por isso, a escolha de ser engenheira foi bem natural. O curso de Engenharia de Materiais me proporcionou uma abrangência de conhecimento nas mais diversas formas de processamento dos mais diferentes tipos de materiais.

O meu primeiro despertar para a área de mineração foi quando trabalhei como monitora no Museu das Minas e dos Metais em Belo Horizonte e conheci vários tipos de minerais, a história de algumas minas importantes de Minas Gerais, como a mina do Morro Velho, e o caminho do minério desde a extração até a chegada nos portos.

A oportunidade como estagiária na thyssenkrupp Industrial Solutions em 2013 tornou o sonho de aplicar o conhecimento na prática em uma grande empresa em realidade. Ao longo destes mais de 8 anos no setor de mineração participei de diversos projetos dentro da thyssenkrupp e construí uma carreira na área técnica comercial, na qual contribuí para um relacionamento perene com os clientes, baseado principalmente na confiança no trabalho da minha equipe.

Um dos maiores desafios do mercado de trabalho, principalmente no setor industrial no qual estou inserida, ainda é mostrar para as pessoas que homens e mulheres devem ser igualmente valorizados e requeridos, desde que em condições similares de conhecimento e capacitação. Um exemplo simples do reflexo do comportamento social machista é quando uma mulher opina sobre uma partida de futebol, esporte considerado ainda hoje essencialmente praticado e entendido apenas pela classe masculina, e sua opinião é rotulada como insignificativa por ser advinda de uma pessoa fora dos padrões convencionais estabelecidos. A força que carrego para enfrentar este e outros desafios vem do exemplo de vida da minha mãe, que por destino me criou sozinha, se mostrando determinada e batalhadora, e enfrentou muitos obstáculos para priorizar a minha educação e principalmente meus valores como mulher.  Atualmente como coordenadora do Departamento de Peças Sobressalentes da Thyssenkrupp, percebo uma abertura, ainda que gradativa, do mercado de trabalho para a mulher. A empresa me deu a oportunidade de demonstrar meu potencial e de crescimento profissional; a confiança na qualidade do meu trabalho me incentiva a ir além e me desenvolver dentro do meu campo de atuação. A sociedade está em constante processo de transformação e aprendizado, e a indústria mercadológica deve seguir os preceitos de inclusão à diversidade também devido à percepção de sucesso ao apostar na adequação do papel funcional da mulher enquanto profissional qualificada.”

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