Remediação em Saluda incluiu barragens de enrocamento e RCC

No seu paper publicado na conferencia ASDSO, de junho 2002, Paul C. Rizzo, diretor da consultoria que leva seu nome, relata que a partir de 1989 uma série de investigações geotécnicas indicaram que a parte principal da barragem de Saluda, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, sofreria liquefação no caso de ocorrer o evento sísmico previsto no projeto. Esse evento se refere à possível recorrência do terremoto de Charleston de 1886, na escala entre 7.1 a 7.3, cujo intervalo previsto é de 650 a mil anos.

A barragem de Saluda é de aterro semi-hidráulico, executado em 1930, mede 2.600 m de extensão, por 70 m de altura, dotada de usina de 206 MW. Seu colapso afetaria 120 mil habitantes, contaminaria a fonte hídrica da região, causando prejuízo econômico na casa de centenas de milhões de dólares.

Seção típica da barragem de RCC

heterogeneidade dos materiais encontrados, e a necessidade de minimizar os riscos de perturbação nas vizinhanças da barragem
sob risco.

Não há uma solução única aplicável a qualquer barragem — cada uma desta possui características específicas, que precisam ser investigadas e avaliadas para definir as melhores medidas de reforço, tanto do ponto de vista de eficiência quanto de segurança.

A solução adotada é designada como barragem seca, a ser erguida imediatamente a jusante da barragem de terra existente, que permanece em seu lugar como estrutura que forma o lago artificial de Murray. A barragem seca será a principal barreira de contenção caso a barragem de terra se rompa, de modo que foi projetada para as condições seca e molhada, e considerando valores de carga que refletem pressões hidrostáticas e de baixo para cima, além de forças sísmicas no senti do horizontal e verti cal.

A barragem seca mede 2.600 m com 1.833 m de enrocamento e cerca de 866 m de RCC-concreto rolado e compactado. No desenho
original, essas seções de barragem são chamadas de ”bermas“ por não reter água em condições normais. Foram lançados 570 mil m³ de RCC e 1,5 milhão m³ de enrocamento.

Planta do projeto de remediação de Saluda

 

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