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21 de outubro de 2021

Gerenciar ativos é um caminho rápido de transformação digital, diz country manager da Aveva

A Aveva, empresa de software industrial e de engenharia focada em transformação digital de operações de indústria de capital intensivo, realizou neste dia 23/10, em São Paulo (SP), a Aveva World Conference.

Entre os temas da conferência, com foco na transformação digital, estão gerenciamento da performance de ativos, suporte operacional, otimização de decisões e soluções inovadoras.

Marcio Razera, country manager da Aveva, explica que a transformação digital é um conjunto de ações que incorpora tecnologias, desde realidade virtual, inteligência artificial, internet das coisas a big data, para melhorar desempenhos e resultados das empresas.

No entanto, vê gargalos na sua implementação baseados em pesquisas que apontam existir menos de 10% de empresas preparadas para receber transformação digital. Para o executivo, é preciso mudar a mentalidade de dentro das empresas.

“Não e só tecnologia em si. Isso passa por questões culturais. Quando o mindset (modelo para atingir resultados) das empresas entender que a transformação digital é mais do que lucratividade, mas uma forma de se manter no mercado, esse mindset vai mudar e tecnologias serão utilizadas. Existe também a questão do período de maturação das tecnologias dentro das empresas”, avalia.

O setor de serviços e bem mais desenvolvido a transformação digital do que na indústria. Marcio Razera explica que isso ocorre por que a aplicação da tecnologia é mais rápida e seu tempo de consumo menor.

Na mineração especificamente, o country manager avalia que o segmento tem se organizado para colocar esse tema em prioridade criando áreas específicas para isso. E cita as mineradoras Kinross, CBMM e Vale como algumas que já vem seguindo uma agenda digital.

“Existem vários caminhos para entrar na transformação digital, mas o mais fácil é no gerenciamento de ativos por que o retorno é mais rápido. Quando se evita a quebra de um compressor, motor ou um gerador, por exemplo, rapidamente se vê o retorno daquilo”, afirma.

Há casos, segundo ele, em que a tecnologia pode identificar em um equipamento, em um determinado momento, de não precisar de manutenção, o que acaba gerando uma economia enorme só de postergar a paralisação programada.

A Aveva reforça que o principal pilar de transformação digital numa empresa é a implantação de centro operacional unificado.

“Sem ele não há como transformar o dado em informações. Não consigo consolidar os dados numa camada única para transformar isso num plano estratégico. Assim, não tem como ter transformação digital alinhada”, afirma Marcio.

O executivo explica que antes a implantação da tecnologia ficou restrita a áreas específicas da corporação – também chamados de silos organizacionais -, onde ocorreram barreiras de colaboração dos diferentes setores de uma empresa.

“A transformação digital tem por trás a informação fluindo de maneira corporativa. Não tem como ser numa área específica”, menciona.

Marcio Razera cita ainda a importância dos treinamentos, seja para superar a barreira cultural do digital na empresa seja para uso prático das ferramentas dentro da organização.

Por fim, ressalta que a Aveva possui portfólio amplo de soluções desde a engenharia até operação e manutenção. “Isso dá a Aveva uma visão de negócio diferenciada”, conclui.

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