O protagonismo feminino que move a mineração na Amazônia

O protagonismo feminino que move a mineração na Amazônia

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a MRN destaca a trajetória de profissionais que acabam de conquistar a certificação internacional PMP (Project Management Professional), uma das credenciais mais reconhecidas no mundo em gestão de projetos. A conquista reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de pessoas e a excelência em gestão de projetos, ao mesmo tempo em que evidencia o protagonismo feminino no setor de mineração, historicamente marcado pela predominância masculina.

Entre as profissionais certificadas estão as engenheiras Isabelle Vasconcelos e Thays Alves Farias, ambas da área de Planejamento & Controle Físico, e Flavia dos Santos Barcelos, engenheira de Planejamento. Suas histórias revelam dedicação, coragem, disciplina e uma relação madura com desafios, virtudes que refletem a presença cada vez maior de mulheres em posições estratégicas na mineração.

Ainda na infância, Isabelle não imaginava ocupar um cargo de liderança, mas já demonstrava características que hoje reconhece como fundamentais em sua trajetória profissional. “Essas características foram aflorando e acabaram me direcionando para a engenharia e, depois, para a gestão de projetos. O que mais me impulsiona até hoje é justamente essa base: a vontade de evoluir, de fazer bem feito e de gerar valor. Talvez eu não soubesse exatamente onde chegaria, mas já tinha dentro de mim o comportamento de quem queria construir algo relevante e bem feito, o que conversa muito com a minha dinâmica de trabalho dentro da MRN, em especial na área de Projetos”, pontuou.

O processo de preparação para a certificação PMP trouxe a Isabelle importantes descobertas pessoais, incluindo a capacidade de manter disciplina, foco e resiliência mesmo diante de uma rotina exigente. “Mais do que o conteúdo técnico, o processo me trouxe um nível maior de autogestão. Acho que o principal aprendizado foi perceber que eu consigo sustentar um bom nível de desempenho a longo prazo. Isso fortaleceu minha confiança não só como profissional, mas também como alguém capaz de assumir desafios cada vez maiores com responsabilidade e maturidade”, destacou.

O propósito de inspirar outras mulheres

Para Thays Alves Farias, o ingresso no setor de mineração foi marcado por insegurança. Em seu primeiro dia, diante de líderes altamente qualificados e certificados, sentiu o peso de precisar provar que merecia estar ali não por ser mulher, mas por sua competência. “Esse início foi desafiador, porque aquela versão inicial de mim queria construir uma carreira sólida. Em vários momentos pensei em desistir, por conta da distância da família e do trabalho remoto. Mas meu propósito de construir uma carreira sólida e inspirar outras mulheres sempre falou mais alto”, recordou.

A jornada até a certificação PMP também exigiu sacrifícios significativos. Thays conta sobre dias difíceis, noites de estudo e a necessidade de abrir mão de momentos importantes em sua vida particular. “O mais difícil na preparação para o PMP foi, sem dúvida, conciliar a rotina com os estudos. Trabalhar, estudar, manter vida social e ainda cuidar da saúde foi extremamente desafiador. Mas eu sempre tive claro que era algo temporário e que, naquele momento, meu foco precisava ser a certificação. E, claro, eu não consegui nada sozinha: contei com muito apoio da minha família, dos amigos e do meu marido, que resolveu estudar comigo para me ajudar no processo”, disse.

Flavia dos Santos Barcelos, que também recebeu a certificação internacional em gestão de projetos, destaca que sua maior insegurança sempre esteve relacionada às expectativas que colocava sobre si mesma. “Minha maior insegurança foi lidar com questionamentos sobre estar à altura das expectativas, especialmente as que tenho com relação a mim mesma. Com o tempo, transformei isso em vontade de aprender mais, estudar e buscar certificações. Hoje, essa insegurança virou um impulso para evoluir e entender que ninguém precisa saber tudo, mas precisa estar aberto a sempre aprender”, explicou.

No início da carreira, Flavia questionava se conseguiria se adequar ao ritmo, à responsabilidade e ao nível de exigência da área de projetos na mineração. Com o tempo, adotou técnicas que facilitam sua rotina e a atuação da equipe. “Eu aprendi que, em projetos complexos, é importante organizar as prioridades e dividir os problemas em partes menores. Planejamento e comunicação ajudam muito a diminuir a pressão e alinhar as expectativas, permitindo calibrar a rota quando necessário. Cuido bastante do meu equilíbrio emocional, por meio de leituras e autocuidado, de forma a estar em boas condições para lidar com as pessoas à minha volta. Este equilíbrio me ajuda a ter clareza e foco nas decisões e para executar meu trabalho”, detalhou.

As histórias de Isabelle, Thays e Flavia mostram que a presença feminina em áreas estratégicas da mineração não é apenas resultado de políticas corporativas, mas também de trajetórias individuais marcadas por persistência, conhecimento técnico e autoconfiança. Suas conquistas, agora reconhecidas internacionalmente com a certificação PMP, representam muito mais do que uma chancela profissional. São evidências de transformação, inspiração e avanço coletivo para as mulheres na mineração.

Neste mês especial, em que o mundo reforça a importância da equidade, representatividade e fortalecimento da voz feminina, a MRN celebra as mulheres que elevam o padrão de excelência da empresa e contribuem para o desenvolvimento do setor de mineração no Brasil, abrindo caminhos para as próximas gerações de lideranças.

A MRN desenvolve uma estratégia estruturada de Diversidade, Equidade e Inclusão por meio do programa “MRN pra Todos”, que orienta ações para ampliar a participação feminina em todos os níveis da empresa. Com o “Projeto Lidera Mulher”, que na edição de 2025 reuniu cerca de 300 participantes, foram realizados encontros sobre oportunidades profissionais, empreendedorismo e planejamento financeiro.

A empresa também mantém iniciativas voltadas às comunidades do entorno, como o programa “Portas Abertas”, que promove a inserção feminina em funções administrativas, fortalece a presença de mulheres em posições de liderança por meio da Gestão de Sucessão e estabelece metas corporativas de representatividade integradas ao planejamento estratégico de pessoas.