Drones em estações automatizadas ampliam inspeções remotas na mineração

Drones em estações automatizadas ampliam inspeções remotas na mineração

A utilização de drones em estações automatizadas para realizar inspeções à distância é uma das novas frentes de tecnologia apresentadas pela Santiago & Cintra na Exposibram 2026, realizada de 24 a 27 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte. O sistema permite que o equipamento decole, execute a missão e retorne à base sem a necessidade de um operador acompanhar o voo no local.

Conhecida como Dock, a estação funciona como uma espécie de base de pouso e decolagem para o drone. A partir de um escritório, o usuário pode programar a missão e acompanhar a operação remotamente. O equipamento pode ser utilizado em atividades como inspeção de barragens, monitoramento de correias transportadoras, acompanhamento geotécnico, segurança patrimonial e verificação de áreas de difícil acesso.

Segundo Luiz Dalbelo, diretor comercial da Santiago & Cintra, a tecnologia permite ampliar o uso dos drones dentro das operações de mineração.

“No futuro próximo, você pode ter algumas unidades desse tipo em campo, fazendo o disparo dos voos do escritório. Dá para fazer um monitoramento geotécnico, inspecionar uma trinca, monitorar uma correia, verificar um incêndio ou fazer um monitoramento patrimonial”, conta.

O modelo apresentado é a terceira versão da Dock. De acordo com Dalbelo, a tecnologia está em processo de expansão no mercado brasileiro e a certificação necessária para operações remotas em ambientes de mineração deve ampliar as possibilidades de uso.

A Anglo American já opera duas unidades do sistema, enquanto a Vale tem previsão de receber novos equipamentos. A Santiago & Cintra também comercializa os drones que podem ser utilizados na estação automatizada. Segundo a empresa, equipamentos do mesmo modelo já são utilizados por mineradoras como CSN, Samarco, MRN e outras empresas do setor.

A empresa também apresentou na feira outras soluções voltadas ao levantamento e monitoramento de áreas de mineração, como scanners a laser, softwares com inteligência artificial e plataformas de compartilhamento de modelos em 3D.

O uso de drones já permitiu reduzir o tempo de levantamentos topográficos, segundo Dalbelo. Em alguns casos, trabalhos que levavam semanas podem ser realizados em cerca de meia hora, com a geração de modelos tridimensionais da área.

“A gente evoluiu muito na coleta de dados 3D em campo e está evoluindo também no fornecimento de softwares com inteligência artificial e conectividade. Hoje não basta ter uma boa ferramenta para levantar o dado, é preciso também conseguir conectar essa informação”, explica.