Brasil conquista espaço entre as potências científicas

Pesquisas garantirão patentes nas áreas de nanotecnologia e nanomaterias

Na tarde de ontem, quarta-feira (02), no Campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, foi inaugurado oMackGraphe, Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias, primeiro centro privado de excelência em pesquisas nesta área da américa latina. Os especialistas da área da ciência e tecnologia, participantes do centro de afirmam que é o primeiro passo rumo a um mercado de grande potencial, cuja a expectativa de movimentação está em torno de US$ 1 trilhão na próxima década.

Essencial para o crescimento científico e infra estrutural do Brasil, a iniciativa da Universidade Presbiteriana Mackenzie garantiu o investimento de mais de R$ 100 milhões para a realização do Centro, demonstrando ambição positiva e disposição dos responsáveis para levar o Mackenzie e a ciência do país ao seleto grupo de desenvolvedores de tecnologia de ponta.

A produção mundial de grafita natural em 2013 foi de 1,1 milhão t, enquanto a China foi responsável por 70,4% da produção total, seguida pela Índia, Brasil, Coreia do Norte e Canadá, mantendo os números do ranking produtivo feito em 2012. Em escala menor, esse mineral foi produzido nos seguintes países: Rússia, Turquia, México, Noruega, Romênia, Ucrânia, Madagascar e Sri Lanka.

Nesse cenário, o Brasil manteve o terceiro lugar dentre os principais produtores mundiais de grafita. A América do Sul detém a principal ocorrência do material, com grandes reservas e infraestrutura para permitir o crescimento da produção. As reservas brasileiras estão primariamente nos estados de Minas Gerais, Ceará e Bahia.

Em 2013, a produção brasileira do mineral natural beneficiada foi de 91.908 t de minério (65 mil t de contido), com acréscimo de 4,2% (3.808 t) em relação ao ano de 2012. A maior empresa produtora de grafita natural beneficiada no Brasil é a Nacional de Grafite, responsável por 96% do total, no ano de 2013, estabelecida no Estado de Minas Gerais, nos municípios de Itapecerica, Pedra Azul e Salto da Divisa, conforme o Informe Mineral 2015 do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

Atualmente, 1 kg de grafite custa US$ 1 e dele pode-se extrair 150g de grafeno, avaliado em pelo menos US$ 15 mil, uma fantástica valorização. Prevê-se que o mercado de grafeno terá potencial para atingir até US$ 1 trilhão em 10 anos. E o melhor: estima-se que o Brasil possua a maior reserva mundial, segundo relatório publicado em 2012 pelo DNPM.

Fonte: Redação MM

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