Minerais críticos se tornam nova prioridade do BID que busca aporte de US$ 500 bi na América Latina

Minerais críticos se tornam nova prioridade do BID que busca aporte de US$ 500 bi na América Latina

O avanço da indústria de minerais críticos na América Latina exige contratos de longo prazo que garantam segurança entre empresas e governos, afirmou o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, na última semana. A declaração foi feita durante o encontro anual do banco em Assunção, no Paraguai, onde se divulgou um programa de investimentos do banco no valor de US$ 500 bilhões para a região na próxima década.

Para garantir uma demanda estável, ampliar e destinar lucro nos países produtores e estruturar etapas, o mais importante para o setor são acordos de 20 ou 30 anos, segundo o presidente do BID. Essa iniciativa busca a integração entre governos e empresas para desenvolver o processamento, refino e manufatura desses recursos, gerando empregos e valores para as regiões. O banco projeta que os projetos de minerais críticos possam chegar até US$ 770 bilhões.

Durante o evento, o grupo anunciou que a área de minerais críticos passa a se tornar uma nova prioridade de atuação da instituição. Com isso, o grupo projetou um investimento de US$ 500 bilhões na América Latina e no Caribe para a próxima década. Valor que representa mais que o dobro do que foi mobilizado nos últimos dez anos e reforça o objetivo de avançar no setor.

O projeto visa superar o modelo atual de atuação por meio de duas frentes principais: a primeira envolve o desenvolvimento pelo setor privado. Muitos países da região enfrentam restrições fiscais, não possuindo recursos públicos suficientes para financiar os aportes necessários. A segunda frente busca aprofundar a inclusão regional, além de construções de infraestruturas físicas. A instituição deseja otimizar a cooperação e a aproximação econômica entre os estados. Um exemplo disso é o apoio do acordo Mercosul e União Europeia.

O foco principal do BID é atrair capital privado para viabilizar etapas, com a garantia de certificações ESG (Ambiental, Social e Governança). A expectativa é que com essa estratégia, a demanda e a evolução do refino local dos minerais críticos cresçam nos próximos anos. O evento também incluiu uma reunião com representantes da sociedade civil das nações participantes e seminários sobre tópicos como integração e apoio a comunidades vulneráveis.