Tecnologia 5G leva operação da mina de Toromocho para uma sala de controle a 150 km
Monitorar e controlar equipamentos de mineração a mais de 150 quilômetros de distância da mina já faz parte da rotina operacional da Chinalco Peru. A companhia passou a conduzir parte das atividades da mina de Toromocho a partir da Sala de Estações de Teleoperação, em Lima, onde as operações são acompanhadas e as missões definidas em tempo real.
Além de ganhos operacionais, o uso de teleoperação e automação tem impacto direto nas condições de trabalho dos mineradores, ao reduzir a necessidade de presença física em áreas com riscos operacionais ou ambientais. Ao transferir parte do controle para ambientes remotos e monitorados, a empresa diminui a exposição dos trabalhadores a situações potencialmente perigosas, ao mesmo tempo em que mantém a continuidade das operações.
Esse modelo é viabilizado por uma rede 5G fornecida pela Huawei, que garante comunicação contínua entre os sistemas e os equipamentos em campo. Com essa infraestrutura, a Chinalco Peru adotou um sistema de gestão de frota e perfuração autônoma, inserido no processo de digitalização das operações e associado a mudanças na condução das atividades em áreas de mineração a céu aberto.
Segundo a Huawei, a conectividade 5G é combinada com serviços em nuvem e algoritmos de inteligência artificial, permitindo menor latência na comunicação entre sistemas e maior integração de dados operacionais. De acordo com a empresa, essa estrutura contribui para ajustes mais rápidos nos processos e para o gerenciamento remoto dos equipamentos.
“A conectividade 5G, integrada com serviços em nuvem e algoritmos de inteligência artificial, permite reduzir tempos de resposta e melhorar a segurança operacional, aumentando a produtividade de maneira significativa”, afirmou Henry Puca, diretor da unidade de Mineração da Huawei Peru.
Os valores envolvidos no projeto não foram divulgados. A iniciativa ocorre em um contexto mais amplo de avanço de tecnologias digitais aplicadas à mineração. Recentemente, a Huawei informou que mantém conversas com a Vale para um projeto-piloto de mineração inteligente, que deve envolver tecnologias de 5.5G, automação remota e o uso de robôs autônomos. Segundo informações divulgadas na China, o piloto prevê a integração entre veículos, redes de comunicação e serviços em nuvem.
A empresa também avalia a implementação de sua plataforma de mineração inteligente no México e no Chile, indicando o interesse em ampliar a aplicação dessas soluções em operações minerais na América Latina.




