Vale aplica BIM na ampliação de oficina da Estrada de Ferro Carajás
Tecnologia será utilizada no planejamento 4D, acompanhamento da construção, fiscalização, as-built e gestão do ativo no Terminal Ferroviário de Ponta da Madeira, em São Luís.
A Vale adotou a metodologia BIM (Building Information Modeling) no projeto de ampliação da capacidade operacional da oficina do Terminal Ferroviário de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), integrado à Estrada de Ferro Carajás (EFC).
A tecnologia será utilizada em diferentes etapas do empreendimento, desde o acompanhamento da construção e monitoramento do avanço físico até o planejamento 4D, fiscalização, elaboração do as-built e verificação de conformidade em campo.
A aplicação do BIM também foi concebida para apoiar posteriormente a operação e manutenção do ativo ferroviário.
BIM será usado para acompanhar avanço físico da obra
No projeto, o modelo BIM terá uma função que vai além da representação tridimensional das instalações.
A metodologia permitirá integrar informações do empreendimento e acompanhar a evolução da construção, oferecendo suporte ao diligenciamento e à fiscalização dos serviços executados.
Entre as aplicações previstas estão:
- acompanhamento e diligenciamento da construção;
- monitoramento do avanço físico;
- planejamento 4D;
- fiscalização das obras;
- elaboração e atualização do as-built;
- verificação de conformidade em campo;
- apoio à operação e manutenção do ativo.
A integração dessas informações em um ambiente digital busca ampliar a capacidade das equipes de engenharia de identificar interferências, acompanhar a execução e tomar decisões durante o desenvolvimento do projeto.
Planejamento 4D integra modelo BIM ao cronograma
Uma das aplicações previstas é o BIM 4D, que associa os elementos tridimensionais do projeto ao cronograma de execução.
Com essa integração, as equipes podem visualizar como diferentes componentes e etapas da obra deverão evoluir ao longo do tempo.
No projeto da oficina ferroviária, esse recurso será utilizado para apoiar o planejamento e o monitoramento do avanço físico.
A aplicação permite comparar o desenvolvimento da construção com o planejamento estabelecido e fornece informações para o acompanhamento das diferentes etapas de execução.
Modelo também apoiará fiscalização e as-built
O BIM também será empregado na verificação de conformidade em campo.
A utilização do modelo digital durante a execução permite confrontar informações de projeto com aquilo que está efetivamente sendo construído.
Outro uso previsto é a consolidação do as-built, registro que representa as condições finais do empreendimento após sua execução.
Esse conjunto de informações pode posteriormente ser utilizado pelas equipes responsáveis pela gestão do ativo.
BIM seguirá sendo utilizado após a conclusão da obra
A estratégia prevê que as informações produzidas durante projeto e construção não sejam utilizadas apenas na fase de implantação.
O modelo BIM também deverá auxiliar a Vale na operação e manutenção da oficina ferroviária.
Essa continuidade amplia o papel da metodologia ao longo do ciclo de vida do ativo, permitindo que dados gerados durante a engenharia e a construção sejam aproveitados pelas equipes responsáveis pela operação.
Projeto amplia capacidade de oficina no Terminal de Ponta da Madeira
A aplicação da metodologia ocorre em um projeto destinado a ampliar a capacidade operacional da oficina do Terminal Ferroviário de Ponta da Madeira, em São Luís.
O terminal integra a infraestrutura logística associada à Estrada de Ferro Carajás, utilizada pela Vale em suas operações ferroviárias.
Os detalhes técnicos sobre a utilização do BIM no empreendimento serão apresentados por Kleber Potratz, gerente de Engenharia da Vale, e Ulysses Nascimento, engenheiro Máster da companhia, durante o 17º Workshop Opex 2026.
A apresentação acontece em 10 de junho, no Minascentro, em Belo Horizonte (MG).
O case mostra como o BIM vem avançando de uma ferramenta associada principalmente ao desenvolvimento de projetos para uma metodologia integrada de planejamento, construção, fiscalização e gestão de ativos de infraestrutura ferroviária.
