G Mining Ventures adquire áreas de ouro da BHP no Maranhão e amplia portfólio no Brasil

G Mining Ventures adquire áreas de ouro da BHP no Maranhão e amplia portfólio no Brasil

A G Mining Ventures (GMIN) anunciou nesta semana a aquisição dos direitos de mineração de ouro de 47 áreas no estado do Maranhão, anteriormente pertencentes à BHP Group. O acordo inclui o Projeto CentroGold, localizado no Cinturão Gurupi, uma das regiões mais promissoras para ouro no Brasil.

O pacote adquirido soma cerca de 1.900 km², com mais de 80 km de formação mineralizada, incluindo os prospectos a céu aberto Blanket, Contact e Chega Tudo, que juntos hospedam 2,3 milhões de onças de recursos estimados de ouro, de acordo com o padrão JORC, permanecendo abertos para expansão.

Detalhes do acordo entre GMIN e BHP

Pelos termos do acordo de compra e venda, anunciado na segunda-feira (09), a G Mining Ventures concederá à BHP:

  • Royalty NSR de 1,0% sobre o primeiro 1 milhão de onças de ouro produzidas
  • Royalty NSR de 1,5% sobre toda a produção subsequente

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A transação marca a entrada da GMIN em um dos maiores pacotes de áreas auríferas em estágio avançado de exploração no Brasil.


Histórico do Projeto CentroGold

Em julho de 2019, a Oz Minerals — posteriormente adquirida pela BHP em 2023 — divulgou um estudo de pré-viabilidade (PFS) para os depósitos Blanket e Contact.

O estudo indicava:

  • Vida útil da mina: 10 anos
  • Produção média anual: 100.000 a 120.000 onças de ouro
  • Pico de produção: até 190.000 a 210.000 onças/ano nos dois primeiros anos

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Esses números reforçam o potencial econômico do ativo, agora sob controle da GMIN.


Projeto em estágio avançado de exploração

A G Mining Ventures classifica a CentroGold como um ativo de exploração avançada, com:

  • Mais de 135.000 metros de sondagens já realizadas
  • Base de recursos relevante
  • Amplo potencial de expansão geológica

Segundo a companhia, o escopo, o tamanho e o cronograma de desenvolvimento do projeto serão redesenhados para se alinhar à estratégia de crescimento de longo prazo da empresa.

“O objetivo é seguir o modelo geológico existente da CentroGold e redesenhar o projeto desde os princípios, adequando-o aos novos requisitos de licenciamento ambiental e ao cenário econômico atual”, informou a GMIN.


Próximos passos: JORC e NI 43-101

Após o fechamento da transação, a GMIN planeja:

  • Atualizar os recursos de ouro conforme o padrão JORC
  • Adequar as informações ao Instrumento Nacional 43-101 (NI 43-101), norma canadense de divulgação de projetos minerais

Paralelamente, a empresa mantém como prioridades estratégicas:

  • A expansão da Mina de Ouro de Tocantinzinho, no Brasil
  • O avanço do Projeto de Ouro Oko West, na Guiana, rumo a uma decisão de construção na segunda metade de 2025

Declaração da G Mining Ventures

Louis-Pierre Gignac, presidente e CEO da G Mining Ventures, comentou a aquisição:

“Estamos entusiasmados por adquirir outro projeto altamente prospectivo e avançar no nosso objetivo de nos tornarmos uma empresa de múltiplos ativos. A CentroGold possui uma base de recursos atrativa em um pacote de áreas com cerca de 1.900 km², além de um significativo potencial de exploração, localizado em uma faixa geológica comprovada.”


Importância estratégica para o Maranhão e o Brasil

A aquisição reforça:

  • O potencial aurífero do Cinturão Gurupi
  • A atratividade do Brasil para investimentos em mineração de ouro
  • O movimento de reposicionamento de ativos por grandes mineradoras globais

Para o Maranhão, o projeto pode representar novos investimentos, geração de empregos e avanço do conhecimento geológico da região.


A compra do Projeto CentroGold pela G Mining Ventures posiciona a companhia como um novo protagonista na mineração de ouro no Brasil. Com uma base de recursos relevante, extensa área explorável e histórico técnico robusto, o ativo amplia o portfólio da GMIN e reforça o papel do Cinturão Gurupi como uma das principais fronteiras auríferas do país.