Após conclusão do estudo de viabilidade, Lithium Ionic aguarda licença para executar Projeto Bandeira
A Lithium Ionic concluiu o estudo de viabilidade do Projeto Bandeira e está focada em começar 2026 com a expectativa de finalização do licenciamento, o avanço da engenharia e, finalmente, iniciar a construção do Projeto Lítio Bandeira. O projeto está localizado na mesma região da mina de lítio Cachoeira da CBL, que produz lítio há mais de 30 anos, bem como do projeto Grota do Cirilo da Sigma Lithium Corp., que abriga o maior depósito de lítio de rocha dura das Américas.
Com a estrutura técnica já definida e considerando o contexto atual do mercado de lítio, a empresa trabalha para se posicionar no curto prazo como fornecedora de concentrado de espodumênio para a cadeia global de baterias.
“A Lithium Ionic avançou decisivamente além da fase de conceito e otimização e agora está firmemente em fase de execução. Bandeira é um projeto tecnicamente maduro e economicamente atraente, localizado em uma das regiões de lítio de rocha dura de menor custo do mundo, e nosso foco é converter essa força em uma operação de produção. À medida que os fundamentos do mercado de lítio continuam a se consolidar, acreditamos que Bandeira está bem posicionada para entrar no mercado em grande escala e fornecer concentrado de espodumênio de alta qualidade para as cadeias de suprimentos globais de baterias. Nosso objetivo é claro: avançar nos processos de licenciamento e financiamento e iniciar a construção deste projeto com disciplina e confiança”, comentou Blake Hylands, P.Geo., CEO da Lithium Ionic.
Expansão dos recursos minerais
Em 2025, a Lithium Ionic avançou na ampliação de seus recursos minerais, a partir da continuidade dos trabalhos de exploração e da expansão em seus principais projetos, aumentando de forma consistente sua base de recursos no Vale do Lítio, no Brasil, e em outras áreas onde atua.
Após a revisão das estimativas de recursos minerais nos projetos Bandeira e Baixa Grande, a Lithium Ionic passou a reportar 36,76 milhões de toneladas de recursos minerais Medidos e Indicados, com teor de 1,31% de Li₂O na categoria Medido e Indicado, além de 31,87 milhões de toneladas adicionais com teor de 1,19% de Li₂O na categoria Inferido, o que evidencia a dimensão dos projetos e as possibilidades de desenvolvimento do portfólio no longo prazo.
Projeto Bandeira
Em maio de 2025, a Lithium Ionic divulgou uma nova estimativa de recursos minerais para o Projeto Bandeira, que passou a totalizar 27,27 milhões de toneladas medidas e indicadas com 1,34% de Li₂O (901 kt LCE), além de 18,55 milhões de toneladas inferidas com teor de 1,34% de Li₂O (615 kt de LCE).
A versão atualizada da Avaliação de Recursos Minerais (MRE) da mina Bandeira apontou um aumento de 30% na tonelagem média e indicada em relação aos dados que embasaram o Estudo de Viabilidade de maio de 2024. Essa atualização deu suporte ao Estudo de Viabilidade otimizado apresentado em setembro de 2025, que resultou na extensão da vida útil da mina e em mudanças nos parâmetros econômicos do projeto.
Projeto Baixa Grande
Em janeiro de 2025, a empresa apresentou uma nova estimativa de recursos minerais para o Projeto Baixa Grande, resultado da continuidade dos trabalhos de exploração e com indicação de potencial de crescimento futuro além do desenvolvimento principal.
A atualização da Avaliação de Recursos Minerais (MRE) de Baixa Grande passou a indicar 6,52 milhões de toneladas nas categorias Medido e Indicado, com teor médio de 1,11% de Li₂O, além de 12,90 milhões de toneladas na categoria Inferido, com teor de 0,96% de Li₂O. Em comparação com a estimativa inicial divulgada em abril de 2024, os dados representam um aumento de 11,3% nos recursos Medidos e Indicados e de 45% nos recursos Inferidos.
Mitigação de riscos técnicos e ajustes no projeto
Em abril, a Lithium Ionic passou a contar com a RTEK International DMCC (RTEK) como consultora estratégica para apoiar a preparação da fase de construção e a execução operacional do Projeto Bandeira. Com essa parceria, a experiência da RTEK em engenharia de projetos de lítio, execução de obras e comercialização de concentrado de espodumênio foi incorporada à equipe da empresa, reforçando a supervisão técnica na transição da fase de viabilidade para a execução e a produção comercial. Brian Talbot, sócio da RTEK e com atuação no desenvolvimento e operação de projetos de lítio, passou a acompanhar o desenvolvimento e a implementação do projeto Bandeira.
Estudo de viabilidade otimizado
Em setembro de 2025, a companhia apresentou um Estudo de Viabilidade NI 43-101 atualizado para o Projeto Bandeira, que incorporou uma base maior de recursos e reservas minerais, um sequenciamento de mina revisado e um projeto de planta mais simples e com menor risco. Paralelamente ao estudo, a companhia avançou com a engenharia básica e detalhada, alcançando cerca de 38% de conclusão das atividades de engenharia até o fim do ano, o que contribuiu para a disponibilidade para a execução.
Os principais resultados do estudo atualizado incluíram:
- A vida útil da mina foi estendida para 18,5 anos, em comparação com os 14 anos anteriores.
- Valor presente líquido (VPL) pós-impostos (8%) de US$ 1,45 bilhão, apesar de premissas de preços mais conservadoras.
- Taxa interna de retorno (TIR) pós-impostos de 61%, acima dos 40% anteriores.
- O investimento inicial (CAPEX) foi reduzido para US$191 milhões, uma queda de aproximadamente 28% em relação ao estudo anterior.
- Custos operacionais do local de US$ 378/t de concentrado de espodumênio
- O prazo de retorno do investimento foi reduzido para 2,2 anos.
O estudo atualizado indicou o Projeto Bandeira entre os projetos de espodumênio em rocha dura com menor custo em nível global, mantendo um projeto de mina alinhado a critérios ESG, baseado em mineração subterrânea, disposição de rejeitos a seco e reduzida interferência na superfície. A empresa prevê concluir a totalidade da engenharia básica e detalhada até meados de 2026, como etapa para a transição ao início da construção.




