Mineração é ponto de partida para desenvolvimento territorial

Vale lança Relatório de Sustentabilidade 2014, que apresenta parcerias estratégicasao desenvolvimento sustentável de municípios como Canaã dos Carajás (PA)

Em 2014, a Fundação Vale impulsionou sua contribuição para o desenvolvimento territorial das áreas de influência da Vale, dando continuidade a iniciativas com base no conceito pioneiro de Parceria Social Público-Privada (PSPP), que busca a união de esforços do poder público, setor privado e da sociedade civil. De acordo com os dados do novo Relatório de Sustentabilidade da Vale, é possível destacar a concretização de novas parcerias e investimentos sociais para o fortalecimento de políticas públicas em Canaã dos Carajás, no Sudeste do Pará, entre outros territórios.

“A ação coletiva aumenta a capacidade dos governos locais para aproveitar suas próprias capacidades de acessar, gerenciar e captar recursos públicos, de modo que possam atender às necessidades mais essenciais de seus territórios. Um exemplo é o projeto-piloto de desenvolvimento urbano de Canaã dos Carajás”, explica Vania Somavilla, diretora executiva de Sustentabilidade da Vale.

Localizado na área de influência direta do Projeto Ferro Carajás S11D, o maior projeto de minério de ferro em construção no mundo, o município de Canaã dos Carajás vive um momento de crescimento urbano acelerado que gera, ao mesmo tempo, oportunidades de desenvolvimento e desafios socioeconômicos significativos, entre eles educação, saúde e desenvolvimento urbano.

Em 2014, em Canaã dos Carajás, foi acordada cooperação técnica com o Ministério da Cidades para atuação nas frentes de habitação, saneamento, regularização fundiária e mobilidade urbana. Algumas das iniciativas dessa cooperação foram cursos regionalizados sobre Política e Gestão dos Serviços de Saneamento Básico. O material desenvolvido foi adaptado para ser aplicado como ensino à distância e está disponível no Portal Capacidades, do Ministério das Cidades, ampliando sua aplicação para outros municípios brasileiros.

Outro exemplo de articulação em Canaã é o apoio para a revisão do Plano Diretor do município e desenvolvimento de projeto-piloto de regularização fundiária, com o apoio da Universidade Federal do Pará (UFPA). Com esse apoio, é favorecido o desenvolvimento da cidade com mais qualidade de vida para a população.

Para apoiar os serviços de saúde no município, foi fechado acordo entre a Fundação Vale e o Ministério da Saúde para capacitação dos profissionais da área e para instrumentalização de todas as Unidades Básicas de Saúde locais (UBS) com equipamentos necessários ao atendimento adequado à comunidade.


Canaã dos Carajás, localizado na área de influência direta do Projeto Ferro Carajás S11D, vive um momento de crescimento urbano acelerado

Outros destaques são a participação no Pacto Pela Educação no Pará, que tem como objetivo aumentar em 30% o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no Estado nos próximos cinco anos e a cooperação com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República para a implantação de um modelo referencial de Conselho Tutelar.

“As diversas parcerias articuladas para esse e outros territórios incentivam a melhoria gradual de indicadores de desenvolvimento humano, estimulando o estabelecimento de prosperidade sustentável”, finaliza Vânia Somavilla.

Meio Ambiente

Entre as iniciativas apresentadas no relatório, também merecem destaque as ações da Vale relacionadas ao meio ambiente. Um dos dados mais relevantes diz respeito à reutilização de água em suas operações, que em 2014 foi de 76%. Isso significa que 1,13 bilhão m3 de água deixou de ser captado pela Vale em fontes naturais. Em 2014, a empresa destinou US$ 76 milhões ao gerenciamento de recursos hídricos, investimento que representou cerca de 9% dos seus dispêndios ambientais.

Obra da ferrovia que faz parte do projeto S11D tem sistema que economiza água

“Temos buscado soluções inovadoras e aperfeiçoado os nossos processos nas operações tanto do Brasil, quanto daquelas instaladas em outras partes do mundo como forma de contribuir de forma significativa para a conservação da água”, destaca Gleuza Jesué, gerente executiva de Meio Ambiente da Vale.

Para o gerenciamento dos recursos hídricos, é fundamental o aperfeiçoamento de programas e equipamentos de monitoramento. De 2011 a 2014, foram desenvolvidos mais de 500 projetos para a instalação de equipamentos de monitoramento de vazão, sendo que 300 já foram adquiridos ou instalados. No Porto de Tubarão, em Vitória (ES), por exemplo, a instalação de medidores mais modernos e automatizados levou à redução de aproximadamente 30% da demanda total de água.

O relatório também destaca as áreas naturais protegidas, que em 2014 chegaram a 15,2 mil km2, entre iniciativas próprias e por meio de parcerias, que são quase 5,9 vezes maiores que o somatório das áreas operacionais da empresa, de 2,6 mil km2. Em relação a 2013, as áreas naturais protegidas aumentaram em 2,8 mil km2, principalmente devido à inclusão da área da Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar, no Pantanal, que a empresa protege em parceria.

Resíduos que geram receita

A ArcelorMittal Brasil reaproveitou cerca de 3,1 milhões t de resíduos industriais durante 2014, dando novos usos às escórias, gases e outros coprodutos derivados do processo de produção do aço. A venda desses mais de 30 tipos de coprodutos gerou uma receita extra de R$180 milhões à empresa. Os principais destinos dos materiais foram as indústrias de cimento e química.

Em 2015, a ArcelorMittal Brasil vai investir R$ 2,8 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novas aplicações para os resíduos, evitando o desca
rte no meio ambiente, economizando no uso dos recursos naturais e ainda gerando riqueza. Ao todo, serão 17 novas linhas de pesquisa, conduzidas em parceria com universidades federais, com o Núcleo de Pesquisas do grupo ArcelorMittal na Europa, com clientes, além de sinergia interna entre as usinas.

Fonte: Revista Minérios & Minerales

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