Lavra sem caminhão tem ganho adeptos, mas há sérias restrições

Embora a opção do IPCC exija mais consumo de energia elétrica, não há emissão de gases do efeito estufa

Cedida com exclusividade pela revista IM, esta matéria do editor Paul Moore analisauma série de projetos que estão usando ou planejam empregar o IPCC (In-Pit Crusher Conveyor).
Mas esta tecnologia somente se aplica quando existem condições favoráveis —e ela precisa superar o conservadorismo das empresas mineradoras

Uma série de projetos em todo o mundo na sua fase de desenvolvimento inicial, ou em estudos de viabilidade, já incluíram o IPCC em seus planos, seja em termos de manuseio de rejeito, seja em termos de mineração. Isto inclui os maiores grupos do mundo, inclusive a Goldcorp, Cerrejon e Vale, além de empresas menores. O texto a seguir dá uma visão geral do progresso e dos planos de alguns dos projetos mais novos que vão empregar o IPCC.

Outras companhias considerando o IPCC incluem a StanmoreCoal, que está investigando seu potencial para transportar rejeitos, Marengo Mining para seu projeto Yandera em Papua Nova Guiné, como parte de um estudo de viabilidade definitivo em andamento; e Iron Road para seu projeto de minério de ferro Central Eyre, na Península Eyre no Sul da Austrália.

Em novembro de 2011, a Carpentaria Exploration da Austrália anunciou um aumento significativo no NPV (Net Present Value) estimado do seu projeto Hawsons de minério de ferro, atingindo A$3.2 bilhões, com base em custos operacionais projetados mais baixos. O NPV ampliado representou um aumento de 14% no estudo de pré-viabilidade, e baseou-se na modelagem de britagem na cava e transporte por correrias viaGHD, com custos significativamente reduzidos em comparação ao transporte por caminhão. O estudo de viabilidade definitivo estará concluído em 2012.

O presidente executivo da Carpentaria, Nick Sheard, afirma que “a britagem na cava e o transporte por correias é um método de mineração adequado para o depósito Hawsons. É importante dizer que o modelo ainda não foi otimizado e maior redução de custo é possível”. O projeto de minério de ferro está localizado 60 km a sudoeste de Broken Hill e inclui recursos de magnetita inferidos de 1,4 bilhão t. Um estudo de pré-viabilidade, avaliando uma opção de produção de concentrado de 20 milhões t/ano, com uma fase inicial de três anos a 5 milhões t/ano, foi feito em maio de 2011.

Em minas existentes, os desenvolvimentos incluem a escolha do IPCC pela Goldcorp para a mina Penasquito no México. A mina Penasquito mantém uma taxa de mineração diária de aproximadamente 500.000 t durante os 23 anos de vida do projeto. A frota de caminhões Komatsu 930 E seria ampliada das atuais 57 unidades em operação para 119 veículos durante os próximos 15 anos. A frota em operação atualmente fornece uma capacidade de transporte suficiente até o final de 2012.

Estudos confirmaram a viabilidade econômica de um sistema IPCC, que diminuiria a expansão da frota de caminhões. Um britador ficaria localizado em um local central e estratégico da mina, o que reduziria a necessidade de transportar a sobrecarga por distâncias longas até o bota-fora.

O IPCC já demonstrou que pode reduzir significativamente os gastos de capital e os custos operacionais, diminuindo as exigências de mão de obra treinada e reduzindo as emissões de gases no local. A proposta que está sendo considerada reduziria o número máximo de caminhões para 35. O consumo médio do caminhão Komatsu 930E em Penasquito é de 228 l/h. Isto gera por volta de 560 kg de CO2/h, ou 3,700t CO2 por ano. Embora a opção do IPCC exija mais consumo de energia elétrica, estima-se que durante a vida da mina as emissões de gases de efeito estufa não produzidas seriam da ordem de 2,2 milhões t CO2. O IPCC de Penasquito foi aprovado, com a FLSmidth escolhida para fornecer um sistema semimóvel de classificação.

Projeto S11D da Vale

A construção do gigantesco projeto S11D da Vale já está em andamento. É uma instalação de processamento de minério de ferro de 90 milhões t/ano de classe mundial, localizada no complexo de mineração de Carajás, no Pará.

A Snowden anunciou recentemente que firmou contrato com a Vale para a implantação do planejamento a longo prazo e implantação do sistema IPCC nesse projeto. Os serviços incluirão, em uma primeira fase, o desenvolvimento de um plano de lavra adotando esse processo. A Snowden já mediou um workshop com as equipes de Prontidão Operacional e Planejamento de longo prazo da Vale. O sistema IPCC será implantado no bloco Serra Sul (S11D), uma crista de terra de 30 km de comprimento e com aproximadamente 1,8 km de largura. O equipamento chave é o sistema IPCC totalmente móvel PF200-9500 da Sandvik, dos quais quatro unidades serão empregadas na mina. Este projeto é uma variante do modelo PF300, e tem o mesmo conceito de quatro esteiras. A ThyssenKrupp também foi contratada para manuseio das rochas mais duras no projeto S11D (ver seção OEM).

Sistema IPCC completamente móvel da ThyssenKrupp durante comissionamento

A SKM também é um dos parceiros chave no projeto S11D. Ela recebeu um contrato de US$ 76 milhões no qual vai fornecer serviços de engenharia, apoio no processo de compras, planejamento da execução do projeto gerenciamento.

Indonésia e Austrália

A Indominco, controlada pela Banpu, indicou que está considerando a instalação dos sistemas IPCC tanto no Bloco Leste quanto nas minas de carvão de Bharinto. A companhia afirma que “o IPCC proporciona custos mais baixos e maior velocidade na remoção da sobrecapa”.

O IPCC foi considerado ainda no estudo de viabilidade para o Projeto Carvão de East Kutai de 2,73 bilhões t, como uma opção de custos mais competitivos. Entretanto, as proprietárias da joint venture, Churchill Mining e Ridlatama, dependem de licenças de mineração que estão sendo julgadas na Suprema Corte da Indonésia.

A FLSmidth foi contratada pela Adaro Energy, uma das produtoras líderes de carvão térmico da Indonésia, para fornecer o sistema de manuseio de sobrecapa em sua mina de Tutupan. O projeto faz parte da expansão da Adaro e é o primeiro empreendimento que utiliza sistemas de lavra mecanizados.

O sistema proposto, com capacidade de 12.000 t/h, será responsável por aproximadamente 10% da remoç
ãoda sobrecapa. A estratégia de longo prazo da Adaro é aumentar o uso de sistemas mecanizados para 40%. O fornecimento inclui as correias transportadoras Rahco da FLSmidth (quatro unidades – comprimento total de 10 km – 12.000 t/h); correia transportadora empilhadeira (uma unidade – 411 m –12.000 t/h); correia transportadora espalhadora (uma unidade – lança de 50 m – 12.500 t/h); duas classificadoras por tamanho CCTD 13/300 Abon, com dois acionamentos de 335 kW – 6.000t/h cada. O sistema incorpora o despejo da sobrecapa transportado por caminhões nos britadores no perímetro da mina, e seu transporte pelas correias para um bota-fora a aproximadamente 6 km de distância. Isto reduzirá significativamente o transporte de sobrecapa na mina, economizando mão de obra e combustível, e reduzindo a frota de caminhões.

Entretanto, apesar dessa expansão recente no seu uso, ainda há uma relutância relativa por parte das mineradoras. No caso da Austrália, por exemplo, Scott McEwing, um engenheiro de minas e consultor principal da SRK Consulting comenta: “Em resultado do ‘boom’ e do ciclo de expansão na indústria de mineração da Austrália, há uma frota disponível de caminhões e escavadeiras mecânicas que têm alta ênfase na flexibilidade de curto prazo de um projeto, em oposição à sua otimização a longo prazo. Muitas companhias de mineração têm uma operação tradicional porque elas procuram baixos riscos, retorno rápido do seu investimento e maior receita enquanto o mercado está em alta. Um dos problemas na indústria de mineração da Austrália é que durante muito tempo houve relutância em se fazer o investimento inicial correto em um projeto de forma que ele fosse mais estável financeiramente. Se observarmos outras partes do mundo, veremos que as companhias não têm medo de investir pesadamente na infraestrutura correta para o longo prazo. O benefício é que uma vez que as minas entram em produção, seus custos operacionais serão mais baixos, então elas podem continuar competitivas mesmo quando os preços das commodities caem.

O conceito do IPCC foi comprovado em todo o globo por grandes companhias de mineração. Estudos demonstraram que os custos operacionais podem ser significativamente reduzidos, o que significa que se você estiver disposto a desembolsar o dinheiro extra na frente, há potencial para obter economias sensíveis a longo prazo”, diz Scott, que acrescenta: “Nos primeiros tempos da FMG, recomendávamos o uso da mineradora contínua de superfície. Era uma tecnologia nova para a indústria do minério de ferro, e todos os outros estavam focados em perfuração e desmonte, caminhão e escavadeira. Era uma tecnologia inovadora, a Fortescue a implementou e ela funcionou. O sistema IPCC já é uma tecnologia bem estabelecida e deveria ser considerado nos novos projetos”, finaliza.

Projeto no Chile

A Exeter Resource anunciou em janeiro deste ano que o estudo de pré-viabilidade para o seu projeto Caspiche na região norte do Chile, prevê uma produção média anual durante os 19 anos de vida da mina de 696.000 onças de ouro, 244 milhões de libra de cobre e 844,000 onças de prata. A recuperação do cobre é de 85,6%, e a recuperação do ouro é de 67,6%. O estudo foi conduzido por Aker Solutions (hoje Jacobs Engineering), e avaliou três opções de processamento e mineração, todas elas incluindo uma mina a céu aberto seguido de lixiviação em pilha. A opção de desenvolvimento preferida é lavra a céu aberto processando 150.000 t/d de minério sulfetado e uma operação de lixiviação em pilha de taxa inicial de 72,000 t/d.

As reservas de minério comprovadas e prováveis somam 1,091 bilhão t contendo 19,3 M onças de ouro, 4,62 bilhões de libras de cobre, e 41,5 M onças de prata.

A implantação logo no início do IPCC permitiu que o desenvolvimento da cava fosse feita sob medida para as necessidades do sistema, e resultou em redução significativa nos custos de mineração projetados. A NCL atuou como consultora de mineração da Exeter, e estimou que as economias nos custos por tonelada de todo o material movimentado, usando o sistema IPCC em lugar de uma grande frota de caminhões, foi da ordem de US$0.25/t, ou aproximadamente US$0,80/t do minério extraído.

Além das economias operacionais, a Exeter estima uma economia inicial e sustentável de capital de aproximadamente US$1 bilhão na construção das barragens de rejeitos. O despejo dos rejeitos pelas correias formaria a coluna dorsal de uma face da barragem projetada, dando uma margem de segurança significativa no caso de terremoto.

Na implantação do IPCC em estudo de pré-viabilidade, a Exeter está seguindo o exemplo de diversas operações de cobre no Chile e no Peru, que estão usando ou desenvolvendo sistemas IPCC de alta tonelagem para a movimentação de rejeito e sobrecapa. Estes incluem as minas de Collahuasi, Escondida e Chuquicamata.

Canadá

O projeto da Ajax é uma mina de céu aberto de cobre/ouro localizada perto da cidade de Kamloops, na Columbia Britânica, no Canadá. A KGHM é uma joint venture entre a Abacus Mining (49%), sediada em Vancouver, e a KGMH Polska Miedz (51%), a produtora líder de cobre e prata da Polônia, através das suas três minas – Lubin, Rudna e Polkowice-Sierszowice. De acordo com o estudo de viabilidade da KGHM de 2011, realizado pela Knight Piesold, a mina Ajax deverá produzir 109 milhões de libras de cobre e 99.000 onças de ouro anualmente durante seus 23 anos de vida.

Solução de britagem in-pit semimóvel da Takraf com depósito de compensação externo

Depois do estudo de pré-viabilidade,o IPCC foi identificado como um elemento potencial de redução de custos para o projeto Ajax em comparação ao uso de caminhões.

O estudo de viabilidade prevê um sistema IPCC combinado com um sistema de britagem primário giratório fora da mina. Dois sítios em potencial para o sistema IPCC foram avaliados, e a parede sul foi selecionada. De maneira geral, o sistema IPCC consistirá de três britadores semimóveis e as correias transportadoras correspondentes. Os britadores serão montados sobre pontões de concreto, e poderão ser realocados de tempos em tempos, de acordo com o cronograma de desenvolvimento da mina.

A instalação dos britadores será dividida em três fases. Na Fase 1, um britador será montado no ponto de saída da mina (britador fora da mina). Este britador em particular inicialmente será usado para minério, e poderá vir a proces
sar rejeito quando o sistema de britagem dentro da mina estiver pronto. O britador permanecerá em seu local até o final da vida da mina. Durante a Fase 2, dois britadores dentro da mina serão montados na elevação de 796m logo no início do ano 7. Os dois britadores lidarão com minério e material de rejeito. Durante a Fase 3, os dois britadores dentro da mina serão realocados da elevação de 796m para a cota de 700m. A realocação de ambos dentro da mina será feita no ano 13.

Minerador móvel e planta de processo (MUP) da RCR em plataforma móvel autopropelida

As correias transportadoras levarão o minério que vem dos britadores para a usina, e o rejeito será processado no respectivo britador para o depósito de rejeitos norte, equipado com um sistema de empilhamento. Foram escolhidas correias transportadoras convencionais para o IPCC. As correias transportadoras serão construídas no lado sul e oeste do último limite da cava. As correias transportadoras terão que cruzar uma parte rasa do lago, onde um dique será construído para evitar que a água invada a cava.

Cada planta de britagem pode ser usada para lidar tanto com minério quanto com rejeitos, dependendo das exigências operacionais. Deve-se notar que a capacidade de manuseio de rejeito será, aproximadamente, 34% mais alta do que o processamento de minério.

O sistema de empilhamento de rejeito consistirá de correias transportadoras deslocáveis, tripper e espalhador. Uma pilha inicial, que será executada por caminhão e localizada no lado leste da área do depósito de rocha residual norte, está prevista como o ponto inicial para o sistema de empilhamento. Para reduzir o tempo ocioso devido à realocação dos equipamentos, a altura da pilha inicial será a mesma da pilha final, e o empilhamento será desenvolvido usando o modo downcast. O modo do empilhamento será radial, girando a correia transportadora ao redor de um ponto pivô.

Carvão

O projeto Alpha da Hancock é o projeto de carvão mais adiantado na Bacia Galilee na Austrália. Ele tem um recurso compatível com normas JORC de 3,6 bilhões t, com reservas de 2 bilhões t nas categorias medido + indicado. O estudo de viabilidade propõe o desenvolvimento de uma mina de cava aberta que vai produzir mais de 30 milhões t/ano de carvão térmico, para exportação aos mercados da Ásia. A primeira produção de carvão é esperada até o final de 2014. Em setembro de 2011, a GVK Power, importante companhia de infraestrutura indiana, comprou a Hancock Coal por $ 1,26 bilhão, em uma das maiores aquisições internacionais feitas por uma companhia desse país. A GSK disse que o negócio de contratos de fornecimento de carvão, a longo prazo, para até 20 milhões t/ano. Isto será suficiente para gerar 7.500 MW de energia.

A SKW realizou um estudo para a Hancock sobre as aplicações em potencial dos sistemas IPCC. O projeto Alpha envolve uma quantidade significativa de sobrecapa, com um sistema IPCC para remover o banco superior desse material. Ele vai operar em frente do sistema de dragagem, que vai extrair o carvão. Inicialmente os sistemas IPCC transportarão a sobrecarga para fora da mina até o bota-fora, mas, posteriormente durante a vida da mina, ela será disposta dentro da própria mina.

Dois sistemas IPCC operarão na mina – o sistema 1 nas cavas de mineração 2 e 3 Sul. O Sistema 2 operará nas cavas 3 e 4 Norte.A mina Alpha tem seis cavas separadas que vão funcionar do norte para o sul, cada uma separada por ponte e rampas de caminhões. Os horizontes da sobrecapa em questão têm de 15 a 30 m de espessura, quase uniformes e geometricamente simples.

Entrada da MMD na área de IPCC foi com uma instalação na operação Meirama, na Espanha, equipamento adquirido para complementar um britador giratório que acabou sendo substituído

Os dois sistemas IPCC serão idênticos em termos de equipamentos e função. Cada um utilizará escavadeira a cabo elétrico, bulldozer e peneira de classificação com britador de rolos gêmeos. O bulldozer empurra o material para a escavadeira, que alimentará o britador e este abastecerá a correia transportadora de face. A escavadeira removerá um banco de 18m com bullldozer empurrando mais 12m de material, permitindo que bancadas de 30m de altura sejam removidas. Cada sistema terá duas correias relocavéis, avançando com a lavra no sentido norte.

Mina adota lavra mista

A mina de cava aberta está planejada como uma operação com caminhão e escavadeira, perfuratrizes elétricas para o desmonte e planta de britagem e correias dentro da cava.As fases da mina foram projetadas com uma série de sítios com britador de minério dentro da mina durante a vida da cava. Todo o minério lavrado é levado por um caminhão para o britador dentro da cava, seguindo depois para correia transportadora. Todo o rejeito é conduzido por caminhão para fora da cava e levado diretamente para o bota-fora.

As configurações de cava usadas no projeto de Pumpkin Hollowsse basearam em informações dos estudos da Golder Associates. Os taludes recomendados consideraram os dados de furos, análise de dados estruturais e testes de carga. O projeto utiliza curvas para manter o sistema de estrada e rampas no lado norte da Cava Norte, enquanto a Cava Sul mantém o sistema de estradas no lado sul da cava. Isto permite melhorar o fluxo do tráfego entre as fases da cava, e permite que o sistema IPCC seja instalado nas partes inativas ou menos ativas da lavra, sem áreas de cruzamento entre estradas e correias transportadoras. Os projetos da cava preveem uma bancada de 12 me bancada duplas de 24 m.
Combinações diferentes de caminhões e/ou correia transportadora foram exploradas nos estudos. As conclusões mostraram que os parâmetros que tinham o maior impacto sobre o NPV incluem uma frota reduzida de caminhões para o transporte de minério, combinada com investimento de escala média de um sistema IPCC.

Adicionalmente, o estudo mostrou que os maiores seriam ganhos obtidos na utilização do IPCC somente para transportar minério.

O desenvolvimento inicial do sistema de transporte dentro da cava é a construção da correia transportadora e empilhadeira de minério. Na usina ela se levantaria a uma altura de 32 m acima da pilha de estoque de 120.000t, e ficaria lá durante a vida útil das cavas Norte e Sul. O sistema de recuperação de minério faz parte do sistema do moinho da usina. As correias transportadoras da Cava Norte são desenvolvidas em três fases distintas. A primeira fase do desenvolvimento da correia tran
sportadora inclui a empilhadeira de minério da usina e a correia transportadora da Fase 1 da Cava Norte, que conecta o sistema de britagem dentro da cava com a empilhadeira de minério da usina.

A correia transportadora da Fase 1 da Cava Norte fica na superfície da sua borda conforme a cava aberta se desenvolve. As operações da correia transportadora da Fase 2 da Cava Norte incluem a adição de novas correias transportadoras formando um desenho de dentes de serra, para remover o minério britado da cava economicamente e para evitar taludes mais íngremes.A fase final das operações da Cava Norte se chama Fase 3. Esta operação exige a construção de cinco correias transportadoras para minério, saindo da britagem dentro da cava para a correia transportadora empilhadeira da usina.

O sistema de correia transportadora na Cava Sul, Fase 1, tem duas correias. A correia1 ficaria instalada durante a vida útil da Cava Sul. A correia 2 seria a única correia transportadora comprada na Fase 1. Isto permite que as operações de lavra abram a cava. Pretende-se que o sistema de transporte da Fase 2 da Cava Sul reaproveite as correias transportadoras previamente usadas no Cava Norte e na Cava Sul.

Uma pilha de estocagem de minério removida durante o período inicial da pré-limpeza da Cava Norte seria localizada perto da pilha de estoque de minério bruto. Esta pilha inicialmente conteria aproximadamente 1,3 milhão t de minério transportado diretamente por caminhão. Aproximadamente 1 milhão t deste material seria alimentado para a usina de processamento como parte da produção inicial do moinho.

A perfuração para desmonte com explosivos tanto para minério quanto para rejeito deverá utilizar perfuratrizes elétricas Caterpillar 6540. A produção primária de é obtida usando-se escavadeiras elétricas a cabo, carregando caminhões 795.
A movimentação primária de minério será feita com escavadeiras hidráulicas Caterpillar 6060, carregando caminhões 795, que levarão o minério para o sistema de britagem dentro da cava.

Mina de diamante no Canadá

Star-Orion South representa um grande depósito de diamantes no centro de Saskatchewan, Canadá, para o qual o estudo de viabilidade foi terminado em agosto de 2011, prevendo uma vida da mina de 20 anos, produzindo 34.4 milhões de quilates de uma reserva de 279 milhões t de kimberlito, com um custo de produção de US$ 148,81 quilate. A mina de cava aberta empregará três métodos: caminhão e escavadeira para a remoção da areia e da argila da superfície, na preparação para empregar um sistema IPCC; para conduzir a maioria da sobrecapa e rejeito dentro da cava; e um caminhão e escavadeira com o IPCC para transportar o minério para a usina de processamento. A taxa de alimentação da usina de processamento deverá ser de 14,3 milhões t/ano, com uma taxa de produção total da mina de 105 milhões t/ano, e uma relação de 6,35:1 de rejeito para minério. O plano atual da mina mostra dois anos de remoção da sobrecapa em Star e Orion Sul, antes de se extrair o primeiro minério.

O sistema IPCC proposto será usado para escavar, classificar, transportar e empilhar a sobrecapa. Um sistema IPCC com capacidade de 20.000t/h será usado para remover o solo não estratificado de rochas de vários tamanhos e rochas sedimentares.

O sistema IPCC será operado e mantido pela empresa Shore com a ajuda de um subcontratado para a manutenção. As operações serão apoiadas por equipamentos de perfuração, bulldozers, escavadeiras e caminhões para as escavações pré-limpeza da areia e da argila superficial, motoniveladoras para estradas, inclusive guindastes todo terreno.

O sistema IPCC para a limpeza da área é um sistema de escavação / transporte / empilhamento de rejeito. Ele inicialmente incluirá três escavadeiras elétricas, cada uma com uma peneira classificadora móvel e uma correia transportadora de transferência também móvel; duas correias transportadoras que cruzam a bancada e duas correias inclinadas gêmeas na Fase 1 da Star; uma correia transportadora de longa distância com uma empilhadeira de rejeito na pilha da sobrecapa; e uma empilhadeira de rejeito auxiliar.

O sistema IPCCserá progressivamente expandido conforme a cava. Os equipamentos se movimentarão entre as cavas Star e Orion Sul conforme exigido pelo planejamento da mina. A correia transportadora entre a cava da Star e a pilha de sobrecapa será realocada para trabalhar na cava Orion Sul.

As primeiras unidades IPCC fornecidas pela MMD à mineradora tailandesa Pingshou foram duas estações de classificação de mais de 4.000 t/h

O sistema IPCC começará suas operações na Fase 1a da cava Star, até a fase 3 para em seguida operar na cava da Orion Sul nas fases 1a a 2. Terá capacidade de 117 milhões t/ano. Três classificadores móveis TMCS 8400 (8.400 t/h) da Takraf estão sendo considerados como as unidades centrais, juntamente com três escavadoras hidráulicas PC8000, seis correias transportadoras de ponte com capacidade de 8.400t/h; duas correias transportadoras de ponte inclinadas e duas correias transportadoras relocáveis na cava com capacidade de 16.800t/h. Cada correia transportadora relocável será equipada com dois carros silo para permitir que um ou dois classificadores móveis possam descarregarem uma correia transportadora móvel dentro da cava. As correias transportadoras descarregarão na correia transportadora da rampa, alimentado a correia transportadora longa de rejeito.

Evolução tecnológica do IPCC

AThyssenKrupp desenvolveu uma série modular de equipamentos que funcionam numa bancada única ou múltipla. O primeiro sistema de britagem totalmente móvel foi entregue à mina de carvão YiminHe na China em 2007. A usina de processamento produz carvão ROM a uma taxa de 3.500t/h. A ThyssenKrupp informa que “esta operação bem sucedida em YiminHe levou a outro pedido de quatro sistemas de britagem totalmente móveis para o campo de carvão de Baiyinhua, também na China. Três deles serão usados para remover sobrecapa, cada um com capacidade de 6.900t/h. Um sistema de 3.500t/h será usado para produzir o carvão”.

Em 2010 a ThyssenKrupp recebeu outro pedido de dois sistemas de britagem móveis para manuseio de sobrecapa em uma mina de cava aberta de minério de ferro no Brasil. C
ada usina de britagem está equipada com um britador de rolo duplo, e opera na mina juntamente com uma escavadeira parasobrecapa a taxa de até 3.900t/h. Uma dificuldade em particular aqui foi o projeto do sistema para um tipo de mina que tipicamente se estende para baixo, com paredes da cava muito íngremes em comparação às minas de carvão, que tipicamente têm bancos relativamente largos.

Em 2011, a Inner Mongolia Datang International Xilinhot Mining encomendou um sistema IPCC para a sua mina de cava aberta Shengli Leste no. 2, na China. Estas usinas serão as primeiras deste tipo equipadas com uma ponte de correia transportadora integrada (patente pendente) para levar o material diretamente do sistema de britagem para a correia transportadora de face móvel. As três usinas de britagem de rolo duplo móveis serão usadas para remover a sobrecapa, cada uma produzindo 10.000t/h.

A ThyssenKrupp realça que uma recente inovação na área de britagem dentro da cava é o conjunto móvel equipada com um britador de mandíbula, neste caso, tipo EB 20 x 15.Este projeto desenvolvido recentemente permite processar material com força de compressão de até 250Mpa.

Em janeiro de 2012, a Vale encomendou para o projeto S11D no Brasil três usinas de britagem de 2.500t/h; cada usina trabalhará em combinação com dois módulos de correia transportadora móvel montadasobre rodas.

A entrada do MMD no mercado do IPCC foi na Espanha, com uma unidade de classificador semimóvel que introduziu o então novo carro silo na indústria, comissionado em 1989. Ele complementa um britador giratório, o qual acabou substituindo, uma vez que foi capaz de processar até 4.000t/h de sobrecapa contendo quantidades significativas tanto de argila quanto de granito. A capacidade do equipamento MMD de lidar com grandes volumes de material difícil, juntamente com sua capacidade de ser realocado rápido e facilmente, foram as características a destacar. Outro exemplo do sucesso da MMD foram três instalações semimóveis na mina de lignita Mae Moh, na Tailândia, que foram entregues em 1993, cujo desempenho levou à compra subsequente de outro conjunto de quatro unidades similares em 2001, todas elas ainda em operação.

A companhia aponta para as sinergias desenvolvidas entre a MMD e seus clientes, que tem como exemplo a Pingshou Coal da China, que está esperando a entrega de unidades LPMS totalmente móveis, que estão atualmente em construção na China (juntamente com três conjuntos semimóveis de 9.000t/h para Datang, neste ano).

As primeiras unidades IPCC fornecidas à Pingshou foram duas estações de classificação de mais de 4.000t/h, entregues à sua mina Na Tai Bao em 1992. Os resultados obtidos por essas unidades, que depois foram realocadas, levaram a companhia a fazer uma série de pedidos de unidades semimóveis, sendo a mais recente entregue em 2011, ao longo de 20 anos.

A FLSmidth é outro fabricante que tem introduzido melhorias contínuas. O classificador de grande porte e baixa velocidade da FLSmidth, ABON 16/350 CCTD, usado no sistema IPCC totalmente móvel da Takraf, está entrando no seu terceiro ano de operação na mina de carvão Clermont da Rio Tinto, na Austrália, e de acordo com a companhia, “já comprovou que é capaz de britartanto minérios extremamente duros quanto minérios pegajosos, difíceis de manusear, sustentando altas produções”.

A FLSmidth está mobilizada na entrega de importantes componentes do que ela acredita ser a maior estação de classificação do mundo, destinada à mina Penasquito, da Goldcorp, no México. Esta estação semimóvel também vai incorporar um classificador de baixa velocidade ABON 16/350 CCTD, bem como um alimentador de avental de ângulo baixo, D11, de 3,15m de largura, capaz de gerar até 12.500t/h.

A FLSmidth também está fabricando um dos maiores britadores giratórios do mundo para uma nova mina de cobre no Peru. O projeto compacto do novo britador giratório, de 63 polegadas x 118 polegadas é “ideal para ser instalado em nossas estações de britagem semimóveis”.

Na área de equipamentos totalmente móveis, a FLSmidth está desenvolvendo um novo sistema rodante baseado em conceitos de escavadeira hidráulica para suas estações de classificação, que oferece extrema robustez e possibilidade de manobras, bem como sobressalentes em comum com os equipamentos móveis das mineradoras. Finalmente, a companhia informa que o interesse da mineração globalna Estação de Classificação para Caminhão Dual foi extremamente positivo, e diversas companhias já expressaram interesse em testar a tecnologia para usá-la em futuros projetos.

Grupos como Goldcorp, Cerrejon e Vale, além de empresas menores, incluíram o IPCC em seus planos de projetos

Correias pararampas íngremes

Enquanto a tecnologia britagem/classificação é parte central do IPCC, alguns poderiam argumentar que as tecnologias de transporte por correias não avançaram de forma significativa.

Uma solução para otimizar os sistemas IPCC em cavas mais íngremes é o emprego de correias capazes de vencer taludes inclinados para levar a sobrecapa ou minério diretamente para fora da cava. Mas embora haja alguns exemplos, como em Chuquicamata, Cananea, Majdanpek e Kovdor, este método permanece subutilizado em geral. As companhias que oferecem soluções de transporte em rampas íngremes incluem o sistema HAC da P&H MinePro (antiga Continental Conveyor), FLSmidth, Takraf, ThyssenKrupp, Sandvik e outras, como a Dos Santos International com suas correntes transportadoras sanduíche de ângulo íngreme.

Com sua alta eficiência e baixos custos de manutenção, correias transportadorapara rampas íngremes podem trazer benefícios substanciais e abrir a possibilidade da utilização do IPCC em cavas mais profundas. Dos Santos, por seu lado, acredita quesuas correias tipo sanduíche, para rampas íngremes, podem cobrir um trajeto ao longo da parede da mina até a superfície, sem escavações adicionais improdutivas.

Segundo a companhia, muitos sistemas de correias transportadoras se tornam ineficientes mesmo quando o talude é suave. A correia transportadora compacta, para rampas íngremes, é a solução para superar as interferências causadas pelos sistemas convencionais. Isto permite não apenas um benefício econômico, mas também ambiental,porque o sistema ocupa menor espaço físico.

No início da década de 1990, a sua instalação na mina de cobre Majdanpek da RTBBor, na Sérvia, substituiu 12 caminhões de 200 t. Isto prolongou a vida da mina porque o espaço da cava final não acomodaria o tr&aac
ute;fego destes caminhões. Projetada para elevar minério de cobre de menos de 250mm, a 4.000t/h, a correia transportadora de grande ângulo equipada com banda sanduíche de 2.000mm de largura, elevou o material a 93,5m até a borda da cava, ao longo das paredes a de 35,50, durante dez anos de serviço.

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