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19 de outubro de 2021

Jaguar Mining: fechamento da Barragem de Moita

Com os objetivos de aumentar o volume útil na estocagem de rejeitos e preparar a Barragem de Moita para o seu fechamento, a Jaguar Mining está implantando uma planta de filtragem do rejeito cianetado para substituição da disposição dos rejeitos em polpa, para a disposição do rejeito filtrado.

A Barragem de Moita, que é impermeabilizada, foi construída em 2009 no município de Caeté (MG), e tem como finalidade a disposição de rejeitos de minério de ouro provenientes do beneficiamento realizado na planta metalúrgica da unidade da empresa. O produto da filtragem será um cake com umidade máxima de 15% e que ficará disposto na barragem, aproveitando a sua capacidade volumétrica disponível.

Em paralelo, foi elaborado, em parceria com a empresa Tetra Tech, o projeto de enchimento e cobertura de Moita, contemplando disposição do cake, a impermeabilização, revegetação e recuperação ambiental da área.

Trata-se de um projeto contemporâneo, que reúne a necessidade do setor de mineração em substituir a operação com barragens por processos mais modernos e, ao mesmo tempo, garantir o fechamento adequado de Moita. O encerramento de atividades de barragens classe I (rejeitos perigosos) representa um desafio, visto que a existência de uma camada impermeabilizante (membrana) constitui um limitante para uma série de processos de fechamentos convencionais.

Diante disso, o conceito geral do projeto é a instalação, considerada inovadora em uma barragem de rejeitos, de geodrenos verticais (aprox. 4.500 geodrenos / 35.000 m) ao longo de todo o reservatório atual e que, associados a um colchão drenante horizontal e ao aterro compactado de rejeito filtrado, promoverão a aceleração do adensamento do rejeito depositado atualmente na barragem pelo método hidráulico e, consequentemente, do ganho de resistência deste material.

As etapas previstas para o fechamento são: construção de dois poços de bombeamento na área de menor do reservatório, a fim de rebaixar o nível da água no interior do rejeito depositado; instalação de manta geotêxtil não tecido sobre o rejeito atualmente depositado; construção de um colchão drenante horizontal de brita 1 para captação e condução das águas provenientes dos geodrenos, que também atuará como elemento estrutural, permitindo a entrada dos equipamentos na região do reservatório; instalação de geodrenos verticais para a aceleração do processo de adensamento do rejeito atualmente disposto na barragem; instalação dos piezômetros e placas de recalque; instalação de manta geotêxtil não tecido sobre o colchão drenante; execução do aterro compactado de rejeito filtrado sobre a manta geotêxtil não tecido; conformação, no aterro de rejeito filtrado, para a construção das canaletas que compõem a drenagem superficial na região do aterro; instalação da geomembrana de impermeabilização sobre o aterro de rejeito filtrado e, sobre esta, a manta geotêxtil não tecido de proteção; disposição do solo estéril de cobertura sobre a manta geotêxtil não tecido e plantio da vegetação da área através da hidro-semeadura.

O acompanhamento do comportamento geotécnico da barragem será realizado por meio de instrumentos instalados nos rejeitos (12 piezômetros, nove placas de recalque e dois poços de monitoramento no maciço).

Além das atividades preliminares, o projeto é composto por quatro etapas que serão executadas até 2024. As atividades ocorrerão no sentido da crista para o fundo do reservatório de forma progressiva, ou seja, o final de uma etapa delimitará o início da outra: 2020 – 1ª etapa da drenagem interna; 2021 – 2ª etapa da drenagem interna e fechamento parcial da 1ª etapa; 2022 – 3ª etapa da drenagem interna e fechamento 1ª etapa e parcial da 2ª etapa; 2023 – 4ª etapa da drenagem interna e fechamento 2ª etapa e parcial da 3ª etapa; e 2024 – fechamento total da barragem de Moita.

Como o fechamento da barragem está sendo realizado progressivamente, será possível reduzir a área de contribuição das chuvas, garantindo um volume de amortecimento seguro frente à passagem de cheias.

Além disso, o fato de a barragem continuar em operação permite que os custos do fechamento sejam otimizados, visto que os estudos foram desenvolvidos considerando todas as premissas ambientais e de engenharia, de forma que o projeto final detalhasse não somente a metodologia de fechamento, mas também a forma de reincorporação da barragem ao meio ambiente, evitando contratações duplicadas de estudos, otimizando as obras e eliminando a necessidade de futuras execuções com objetivo exclusivo de adequação da barragem a critérios de fechamento atualmente vigentes, já que todos eles já estão sendo viabilizados nas etapas atuais.

Autores: Rafael Florentino Bueno, gerente de engenharia, Renato Vinícius Silva Santos, engenheiro de estruturas de armazenamento, Rayssa Garcia de Sousa, gerente de meio ambiente, Istelamares Alvarenga de Barros, coordenadora de processos e Huet Nery Valentino, coordenador de planta – todos da Jaguar Mining.

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