J. Mendes prevê investir em filtragem e nova pilha Guariba — além de R$ 1,3 bi para elevar produção até 6Mt/ano
Para 2026 o Grupo J. Mendes, que atua também em outros negócios, quer expandir ainda mais na indústria da mineração. Com duas unidades operativas, a Ferro + Mineração, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto/MG, e a JNM Mineração, entre Piracema e Desterro de Entre Rios, a mineradora está com três grandes investimentos previstos: cerca de R$ 75 milhões no sistema de filtragem de rejeitos; R$ 800 milhões na nova Pilha de Disposição de Estéril e Rejeito – PDER Guariba, com implantação ainda em 2026, e ainda R$ 1,3 bilhão no Projeto F6, que está em fase de licenciamento. Este último pretende elevar a produção de pellet feed de alto teor de 3Mt para 6Mt/ano e as obras estão previstas entre 2027 e 2029.

Os investimentos foram relatados durante a visita exclusiva da revista Minérios e Minerales na unidade da Ferro +, que contou com a entrevista de Alex Garcia e Silva, superintendente de Manutenção do Grupo J. Mendes.
Fundada pelo empresário mineiro José Mendes Nogueira em dezembro de 1966, a J. Mendes atua há mais de cinco décadas no mercado. Atualmente, conta com 1025 empregados próprios e 450 terceirizados.

Sobre as unidades, a Ferro+ Mineração começou em 2000 e atualmente possui capacidade produtiva de 5Mt/ano, e a JMN Mineração que começou sua produção em 2015 e produz 2Mt/ano. “Para 2026, o objetivo é alcançar 4,5 milhões de toneladas de minério de ferro”, acrescentou Assis.
PROCESSOS E TECNOLOGIAS IMPLEMENTADAS
A lavra na Mina Ferro+, onde a equipe da revista Minérios visitou, é realizada com caminhões fora de estrada e escavadeiras de última geração, acompanhadas por sistemas de monitoramento on-line de tráfego de equipamentos e detecção de fadiga. Os processos de beneficiamento são efetuados por separação magnética. A planta conta com sistemas de automação e controle, ferramentas de IA e softwares para controle da produção, otimização de custos e controles preditivos.
“O uso de softwares para simulação dinâmica aumenta a previsibilidade e assertividade nos planos de médio e longo prazo, além de subsidiar o dimensionamento de equipamentos para os projetos futuros”, disse o superintendente.
