Emicon inicia segunda campanha de geotecnia para sair do nível de emergência
Em busca da comprovação de estabilidade de suas barragens, a Emicon Mineração e Terraplenagem vem realizando algumas ações desde junho de 2025, quando as Barragens B1-A, Quéias, Dique B3 e Dique B4, localizadas em Brumadinho – MG, foram classificadas com Nível de Emergência pela Agência Nacional de Mineração (ANM). Desde então, a companhia assinou um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para garantir, tanto a segurança das barragens quanto a descaracterização dessas estruturas, conforme diretrizes da ANM. Segundo a autarquia federal, que divulgou uma nota na época, “a elevação do nível de emergência de Nível 1 para Nível 2 foi adotada como medida preventiva, visando resguardar a vida das pessoas que ocupam a Zona de Autossalvamento – ZAS”. A nota sobre a medida informou ainda, que “não foram registradas anomalias que indiquem risco iminente de rompimento”.
A revista Minérios e Minerales esteve na Emicon, em Brumadinho. Em entrevista, Jeffiter Oliveira, que é engenheiro de Minas e coordenador do Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM) da mineradora, explicou que o principal motivo da classificação teria sido porque as declarações de estabilidade do segundo ciclo de 2024 não foram entregues dentro do prazo, que teria sido setembro do mesmo ano. Com isso, automaticamente, as barragens foram incluídas no sistema de monitoramento no nível de emergência 1, acionado quando se detecta uma anomalia que pode comprometer a segurança da estrutura, mas que é possível controlar internamente.
“Desde que a Emicon entrou no plano de emergência em junho de 2025, fui contratado para assumir a frente das barragens para sair desse nível de emergência classificado pela ANM. O motivo foi a ausência de algumas documentações exigidas pelos órgãos de fiscalização, que, infelizmente, a empresa não conseguiu entregar dentro do prazo. Sendo assim, a classificação não foi por nenhuma anomalia nas estruturas”, reafirma o coordenador que destaca algumas ações sociais: “Desde o acordo firmado, as seis famílias do entorno foram realocadas, mesmo não tendo riscos no local. Hoje estamos fazendo os estudos para apresentar o novo laudo de estabilidade de segurança da barragem que a empresa não apresentou anteriormente”.
O PAEBM visa fornecer informações para elaboração das Ações de Proteção e Defesa Civil, visando salvaguarda das comunidades potencialmente impactadas pelo cenário de ruptura hipotético em cascata das barragens da mineradora. “Desde que iniciamos o plano, a companhia tem contratado algumas empresas para fazer análise geotécnica, sondagens, monitoramento, conforme determinação da ANM e da defesa civil, tanto estadual quanto municipal. Atualmente, estamos na segunda campanha de geotecnia para a investigação das barragens, e assim fazermos os levantamentos e novas ações a fim de sair do nível de emergência o mais rápido possível”, acrescentou o engenheiro.
