Imerys coloca Pará no topo da produção de caulim

Empresa, que completa 20 anos em 2016, se destaca por seu sistema de gestão, alta tecnologia da planta (a maior do mundo) e responsabilidade socioambiental a longo prazo

Guilherme Arruda

Conhecido mundialmente por suas jazidas de ferro, ouro e cobre, o Estado do Pará, por meio do complexo da Imerys Rio Capim Caulim (IRCC), passou a liderar a produção brasileira de caulim, matéria-prima utilizada, principalmente, para o branqueamento e texturização do papel, além de outras aplicações como em cosméticos. Atualmente cerca de 75% da oferta do insumo no País é proveniente da IRCC.

Mais do que tecnologias avançadas e de alta eficiência produtiva, trazidas das plantas da Imerys na Europa, a unidade do Pará tornou-se referência em gestão e passou a ter papel importante no desenvolvimento dos municípios de Ipixuna do Pará e Barcarena, consolidando, ao longo desses anos, seus programas voltados à população.

Somente no ano passado, a mineradora investiu mais de R$ 2 milhões para a realização de 22 ações sociais, que beneficiaram 9 mil pessoas. Alguns dos programas da empresa são: Programa de Amparo a Gestantes Carentes (Ampagesta), o centro de educação Casa Imerys, projeto Criança e Arte; voltado às práticas de artesanato, musicalização e atividades esportivas, e Tambores & Tamborzinhos do Conde, que utiliza a música como instrumento de transformação social.

Na área ambiental, o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), criado em 1998, plantou, nos últimos cinco anos, 269 mil mudas de diversas espécies florestais nas minas RCC e PPSA, localizadas em Ipixuna. O projeto foi contemplado em 2015 com o 17º Prêmio de Excelência da Indústria Minero-metalúrgica Brasileira, da revista Minérios & Minerales, na categoria Meio Ambiente.

Projeto Tambores do Conde

Em 2016, o maior projeto social da empresa comemora quatro anos de atuação no município de Barcarena. A Casa Imerys possui duas sedes na cidade e em 2015 realizou aproximadamente 3.500 atendimentos. A coordenadora de Relações com a Comunidade da Imerys, Clara Segón, afirma que o que torna o projeto bem sucedido é o estilo de relacionamento. Ela ressalta que a missão da empresa envolve melhorar a realidade das pessoas, por meio de ações que fazem de cada morador o protagonista da sua própria transformação.

No início deste ano, a companhia realizou um treinamento para monitoramento das suas duas barragens de rejeito. Em complemento as ações de SSMAC (Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Comunidades), a mineradora prioriza a contratação de trabalhadores e fornecedores locais, com incentivos e capacitação por meio do seu programa de formação de fornecedores. Atualmente, dos 1.400 colaboradores da companhia, 85% são paraenses e 51% são do município de Barcarena – em 2015, a Imerys investiu R$ 32 milhões em SSMAC.

A maior parte do minério tem como destino o mercado internacional. Das duas minas em Ipixuna do Pará, o caulim é transportado por dois minerodutos, que passam por Tomé-Açu, Acará, Mojú, Abaetetuba até chegar em Barcarena. No percurso, os dutos ainda atravessam os rios Acará Mirim, Acará e Mojú. O mineroduto que sai da mina RCC tem a extensão de 160 km e o que sai da mina PPSA tem 180 km. A planta de beneficiamento de caulim da empresa é a maior mundo, com capacidade de 1,6 milhão de t por ano.

Imerys prioriza contratação de mão-de-obra local e 85% dos funcionários são paraenses

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