Filtro-prensa com 240 câmaras e placas superiores a 2,5 m é destaque em tratamento de rejeitos de mineração
Um filtro-prensa com 240 câmaras e placas superiores a 2,5 metros foi apresentado pela Andritz durante a Exposibram 2026. O equipamento é voltado ao tratamento de grandes volumes de rejeitos e permite a retirada de água do material antes de sua destinação, reduzindo a dependência de estruturas convencionais de disposição.
De acordo com Maurício Heinzle, diretor de projetos estratégicos da área de filtração da Andritz, o equipamento apresentado é o maior modelo da categoria disponível atualmente no mercado, segundo a empresa.
“O filtro-prensa traz a possibilidade de fazer uma compactação a seco do rejeito. O grande ponto forte desse filtro é conseguir gerar bastante torta em um período muito curto, já que temos a possibilidade de trabalhar com 240 câmaras”, explica.
A chamada torta de filtro é o material sólido que permanece após a retirada da água. A técnica tem sido utilizada no tratamento de rejeitos de mineração, especialmente diante das dificuldades relacionadas à implantação de novas barragens.
Além dos rejeitos, a empresa também trabalha com equipamentos para o processamento de concentrados minerais. Segundo Heinzle, outra frente que ganhou espaço nos projetos desenvolvidos no Brasil é a exploração de terras raras.
A Andritz participa de projetos-piloto desenvolvidos por grupos internacionais que atuam no país. As estruturas permitem testar, em menor escala, os processos de separação antes da implantação de unidades maiores.
“Esses grandes grupos procuram implantar uma pequena planta-piloto. Não é para movimentar milhões de metros cúbicos de terra, mas para comprovar se aquilo que foi desenhado e projetado vai apresentar o resultado esperado”, afirma.
Segundo o executivo, há atualmente uma planta-piloto em operação no Brasil ligada a um desses projetos, mas os nomes das empresas envolvidas não podem ser divulgados por questões de confidencialidade.


