Complexo de Serra do Salitre avança e fortalece a produção nacional de fertilizantes fosfatados

Complexo de Serra do Salitre avança e fortalece a produção nacional de fertilizantes fosfatados

O EuroChem alcançou 93% de avanço físico nas obras do Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre, em Minas Gerais. Com capacidade para produzir 1 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano, o empreendimento deve iniciar operação até o começo do segundo trimestre do próximo ano, consolidando-se como um dos projetos mais estratégicos do setor no Brasil.

Com a conclusão do complexo, a capacidade de produção de fosfato da mina — que origina tanto o concentrado quanto o fertilizante final — chegará a 12 milhões de toneladas por ano. O investimento total no projeto é de US$ 1 bilhão e, quando plenamente operacional, a unidade responderá por cerca de 15% da produção brasileira de fertilizantes fosfatados.

Avanço das obras e cronograma de implantação

Batizado de Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre, o projeto entrou na etapa final de implantação das plantas químicas. Segundo a companhia, as obras civis e industriais devem ser concluídas entre janeiro e fevereiro de 2024.

A construtora Construcap é responsável pelas obras industriais, enquanto a Fagundes executa a lavra da mina, que já se encontra em operação. A retomada das obras ocorreu em julho de 2022, após dois anos de paralisação em função da pandemia.

De acordo com Gustavo Horbach, diretor-presidente da EuroChem na América do Sul, o marco de 93% foi atingido antes do previsto.
“Estamos avançando com segurança, que é um valor inegociável para a EuroChem, mesmo diante dos desafios de um projeto dessa magnitude”, afirmou.


Produção integrada: da mina ao fertilizante final

A operação em Serra do Salitre teve início em 2017, com a abertura da mina a céu aberto para extração de fosfato, com teor médio de 5%. A planta de beneficiamento entrou em operação no primeiro semestre de 2018.

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Segundo David Crispim, diretor de operações upstream da EuroChem Brasil, a produção vem sendo ampliada de forma gradual.


“Hoje lavramos cerca de 5 milhões de toneladas de minério por ano, pois ainda não temos as plantas químicas em plena operação. Para produzir 1,2 milhão de toneladas de produto final, será necessário lavrar 12 milhões de toneladas de minério”, explica.

Atualmente, a unidade produz cerca de 400 mil toneladas de concentrado fosfático, volume que deverá subir para 670 mil toneladas em 2024. Com o início das plantas químicas, a EuroChem passará a produzir também o fertilizante acabado, um produto de maior valor agregado.


Mudança de escala operacional a partir de 2024

A entrada em operação das plantas químicas marcará uma mudança significativa de escala. A mina, que hoje opera em dois turnos, passará a funcionar 24 horas por dia, elevando a produção para 10 milhões de toneladas em 2024 e 12 milhões de toneladas em 2025.

“Esperamos encerrar 2024 operando acima de 70% da capacidade das unidades químicas, avançando gradualmente até atingir operação plena em 2025”, afirma Crispim.

Quando estiver totalmente operacional, Serra do Salitre será a única planta da EuroChem no mundo totalmente integrada, reunindo mineração de fosfato, beneficiamento do minério e produção de fertilizantes no mesmo complexo industrial.


Capacidade instalada e vida útil do projeto

Além do concentrado fosfático, o complexo contará com:

  • 950 mil toneladas/ano de fertilizantes granulados
  • 1 milhão de toneladas/ano de ácido sulfúrico
  • 250 mil toneladas/ano de ácido fosfórico

A área total do empreendimento é de 19,7 milhões de m², com vida útil estimada em 30 anos, reforçando seu caráter estratégico de longo prazo.


Redução da dependência de fertilizantes importados

Para a EuroChem, o projeto tem importância estratégica tanto para a companhia quanto para o Brasil. Atualmente, o País importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome.

“Serra do Salitre nos torna um player relevante na produção de fertilizantes na América do Sul e contribui diretamente para reduzir a dependência externa do Brasil, fortalecendo o agronegócio nacional”, destaca Horbach.

O projeto está alinhado ao Plano Nacional de Fertilizantes, política que busca ampliar a produção interna de insumos agrícolas e garantir maior segurança ao setor.


EuroChem no Brasil e expansão regional

A EuroChem iniciou sua expansão no Brasil em 2016, ao adquirir o controle da Fertilizantes Tocantins (FTO), processo concluído em 2020. Desde então, a companhia ampliou sua presença com unidades em:

  • Sinop (MT)
  • Catalão (GO)
  • Araguari (MG)

Hoje, o grupo conta com 23 fábricas na América do Sul, sendo 22 no Brasil, empregando mais de 5 mil pessoas no País.

Globalmente, a EuroChem é líder na produção de fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos (NPK), com capacidade instalada de 13 milhões de toneladas por ano e operações integradas que abrangem mineração, produção, logística e distribuição.


O Complexo de Serra do Salitre representa um marco para a indústria brasileira de fertilizantes, ao combinar mineração de fosfato, produção integrada, escala industrial e redução da dependência de importações. Para a EuroChem, o projeto consolida sua presença no Brasil e posiciona a companhia como um dos principais protagonistas do setor no País.