Benchmarking: metodologia gera melhorias operacionais e redução de custos

A Vale está investindo na metodologia de benchmarking em seus portos e ferrovias visando à obtenção de melhores resultados com custos atrativos. No benchmarking, processo que consiste na troca de experiências dentro e fora da empresa, o desafio é comparar os custos operacionais, levando em consideração diferenças comerciais, de tecnologia, utilização, consumo, manutenção e operação dos ativos. A partir dessas análises são feitas recomendações para atuação da engenharia, suprimentos ou operações com o objetivo de melhoria no desempenho e redução de custos na cadeia logística.

De acordo com a empresa, um exemplo de sucesso foi a redução dos gastos com motores diesel de locomotivas. O benchmarking detectou que havia uma diferença nos processos de manutenção nos motores diesel das locomotivas da Estrada de Ferro Carajás e Estrada de Ferro Vitória a Minas. O processo de recuperação de conjuntos de força (peças que transmitem a energia da queima do combustível para o eixo do motor da locomotiva) foi então implantado na EFC, como já ocorria na EFVM, gerando economia de até 50% em relação aos valores que eram gastos anteriormente.

Outro ganho importante foi a melhoria de 3% na eficiência energética do Terminal Marítimo Ponta da Madeira entre 2013 e 2015, depois que novas rotinas de controle foram implantadas, além do projeto Gerenciamento de Energia nos Transportadores de Correia, que desliga motores automaticamente dependendo da taxa de operação no momento.

“Desde que iniciamos este trabalho, tivemos inúmeros ganhos com aumento de produtividade, de vida útil de materiais e melhores negociações comerciais”, explica a engenheira Giselle Dazzi, que coordena o projeto.

Para Roberto Di Biase, responsável pela implantação do processo em 2013, este traz vários benefícios: “Um deles é o processo contínuo de comparação das melhores práticas entre as operações a fim de identificar diferenças, agir sobre elas e alcançar outro patamar ou vantagem competitiva. Ele desperta o desejo das equipes envolvidas de aprender depressa a corrigir os problemas ou diferenças apontadas pelo estudo, trazendo senso de urgência e ajudando as equipes a aprimorarem a disciplina, organização e, ao mesmo tempo, criando um atalho para a excelência”, comentou o gerente-executivo de Operações do Porto Norte.

O processo de recuperação de conjuntos de força da EFVM foi implantado na EFC, gerando economia de até 50% em relação aos valores gastos anteriormente

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