Aura Minerals reverte ciclo e projeta crescimento recorde com almas e borborema
A Aura Minerals consolidou no terceiro trimestre uma importante virada em seus indicadores operacionais e financeiros. Com o início da operação comercial da unidade de Almas (TO) e avanços significativos no Projeto Borborema (RN), a mineradora reverteu a tendência de queda dos últimos 12 meses, impulsionada pela alta nos preços globais do ouro e do cobre.
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Resultados Financeiros: Salto no Lucro e Ebitda
O balanço trimestral revelou uma recuperação robusta, sustentada pelo aumento no volume de vendas e eficiência operacional:
- Lucro Líquido: Alcançou US$ 7,8 milhões, um salto expressivo frente aos US$ 70 mil registrados no mesmo período do ano anterior.
- Receita Líquida: Somou US$ 110,64 milhões, alta de 36% na comparação anual.
- Ebitda Ajustado: Atingiu US$ 30 milhões, um crescimento de 80% impulsionado pela escala de produção.
- Vendas: O volume atingiu 63,5 mil onças de ouro equivalentes (GEO).
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“É um trimestre marcante por resultados que começam a virar, mas também por causa do projeto de crescimento da Aura”, afirmou o CEO da mineradora, Rodrigo Barbosa.
Expansão Estratégica no Brasil: Almas e Borborema
O crescimento da Aura está ancorado em ativos de alta performance localizados em território brasileiro, que complementam suas operações no México, Honduras e Colômbia.
1. Unidade Almas (Tocantins)
O início da operação comercial em Almas é um dos principais catalisadores dos resultados atuais. A unidade já contribui diretamente para a geração de caixa e para o aumento do volume de GEO vendido.
2. Projeto Borborema (Rio Grande do Norte)
O Projeto Borborema é visto como a “joia da coroa” para o futuro próximo da companhia:
- Potencial: Estimativa de dobrar de tamanho em relação às projeções iniciais.
- Controle Total: A Aura agora detém 100% da mina.
- Viabilidade: O conselho de administração já aprovou a execução do projeto após a conclusão dos estudos técnicos, consolidando a presença da mineradora no Nordeste brasileiro.
Perspectivas para o 4º Trimestre
A mineradora prevê um encerramento de ano ainda mais forte. A combinação de preços médios de venda elevados (em torno de US$ 1.941 a onça de ouro) com a elevação da curva de produção nas novas frentes de lavra sugere que o quarto período de 2026 poderá estabelecer novos recordes para a companhia.



