Escassez de especialistas em manutenção de frotas reacende debate sobre terceirização de equipamentos na mineração
O setor de mineração brasileiro vive um paradoxo: de um lado, o setor deve receber investimentos de US$76,9 bilhões (R$391 bilhões) até 2030, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM); de outro, tem o desafio crescente de encontrar mão de obra qualificada capaz de manter as operações funcionando.
Especialistas do setor apontam há quase 20 anos a escassez de profissionais capacitados em manutenção como um dos principais desafios para as mineradoras. Na prática, isso significa máquinas de alto valor paradas por falta de quem execute a manutenção corretiva ou preventiva no prazo, gerando perdas de produção que superam, em muito, o custo da própria manutenção.
O problema se soma ao ritmo de desgaste dos equipamentos. Caminhões fora de estrada, escavadeiras e perfuratrizes usados em mineração operam em ciclos de uso muito mais intensos do que em outros setores, o que acelera a curva de depreciação técnica e exige atualização mais frequente da frota do que os modelos financeiros tradicionais costumam prever.
Diante do cenário atual, cresce entre os gestores de mineração o interesse por modelos de terceirização de frota que resolvam não apenas a questão do capital imobilizado, mas principalmente o acesso à mão de obra técnica especializada. Ao contratar uma frota terceirizada com manutenção inclusa, a mineradora transfere para o parceiro a responsabilidade de manter os ativos em funcionamento.
É nesse contexto que operam empresas como a Unidas Pesados, especializada em locação de caminhões, máquinas e equipamentos para operações de diferentes segmentos, incluindo mineração.
A companhia oferece modelos de locação com ou sem manutenção. No primeiro, assume integralmente os serviços preventivos e corretivos com equipe técnica própria, reduzindo a exposição do cliente à escassez de mão de obra do mercado.
Nos planos sem manutenção, o cliente mantém maior flexibilidade para gerir a operação com seu próprio time, contando com o parceiro para renovação e ampliação de frota.
“Há alguns anos, a decisão entre comprar ou alugar equipamentos era analisada principalmente sob a ótica do investimento. Agora, o foco está na disponibilidade operacional, previsibilidade dos custos e capacidade de adaptar rapidamente a frota às necessidades da operação. Ao substituir altos investimentos em ativos 0 km por um modelo mais flexível, a terceirização aumenta a eficiência operacional e libera recursos para impulsionar a expansão da produção e a inovação”, afirma Lucas Barboza, diretor executivo da Unidas Pesados.


