Terras Raras dos EUA compra Serra Verde por US$ 2,8 bilhões

Terras Raras dos EUA compra Serra Verde por US$ 2,8 bilhões

A USA Rare Earth,Terras Raras dos EUA, anunciou um acordo para adquirir o Grupo Serra Verde, empresa brasileira que opera a mina de terras raras pela Ema, em Minaçu (GO) – a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil, em produção desde 2024. O acordo descreve vários termos totalizando uma negociação de US$ 2,8 bilhões. A transação de aquisição deverá ser fechada no terceiro trimestre de 2026. Segundo a Serra Verde, o acordo é de uma combinação com a USA Rare Earth para criar uma líder global em Terras Raras e o fornecimento por 15 anos.

A CEO da USA Rare Earth, Barbara Humpton, disse que a aquisição é um “passo transformador” para a empresa, pois se esforça para se tornar uma campeã global no espaço das terras raras.

“A mina Pela Ema de Serra Verde é um ativo único e o único produtor fora da Ásia capaz de fornecer todas as quatro terras raras magnéticas em escala, juntamente com outros REEs vitais, como o ítrio”, diz Humpton.

“A importância global da Serra Verde é evidenciada por seu acordo de 15 anos com um veículo de propósito especial capitalizado por várias entidades do governo dos EUA, bem como fontes de capital privado, para 100% de sua produção Phase One Nd, Pr, Dy e Tb.”

Já a companhia brasileira, disse que as operações da Serra Verde no Brasil continuarão em expansão e em ramp-up sob a equipe de gestão existente. Mick Davis e Thras Moraitis, respectivamente presidente do Conselho e CEO do Grupo Serra Verde, entrarão para o Conselho de Administração da empresa combinada. Thras Moraitis assumirá o cargo de presidente da empresa combinada, enquanto Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração, continuará liderando as operações no Brasil.

Além disso, a Serra Verde divulgou que firmou um acordo de fornecimento de 15 anos para abastecer uma Empresa de Propósito Específico (“SPV”), capitalizada por diversas agências do governo dos Estados Unidos, bem como por fontes de capital privado, para 100% de sua produção da Fase I (“o Acordo de Fornecimento”) com preços mínimos garantidos para suas terras raras magnéticas. O Acordo de Fornecimento proporciona fluxos de caixa seguros e previsíveis para a Serra Verde, reduzindo riscos, apoiando investimentos e apoiando seu desenvolvimento com sucesso, ao mesmo tempo em que garante empregos e investimentos para o Brasil e Minaçu por muitos anos. “Esses dois marcos reforçam nossa posição como líder na indústria global de terras raras como a única grande produtora de terras raras pesadas fora da Ásia. Os preços mínimos para disprósio e térbio acordados são uma prioridade no setor, e reduzem o risco para o desenvolvimento futuro da nossa operação, fornecendo fluxos de caixa seguros e previsíveis com potencial compartilhado, permitindo que possamos investir em nossa expansão com confiança”, disse Thras Moraitis, CEO do Grupo Serra Verde.

Ricardo Grossi, presidente da Serra Verde Pesquisa e Mineração e COO do Grupo Serra Verde, comentou: “Esses marcos são um ponto positivo significativo para o Brasil e demonstram a capacidade do país de desempenhar um papel de liderança no desenvolvimento das cadeias globais de suprimentos de terras raras. As garantias de fornecimento, assim como a combinação com a USAR, validam a qualidade da Serra Verde: nossa operação única, nossos colaboradores e seu compromisso com práticas responsáveis”. A estimativa é que a Serra Verde produza cerca de 6.400 toneladas métricas de óxidos totais de terras raras por ano, com um EBITDA de taxa de execução anualizado esperado em US$  550-650 milhões até o final de 2027.