St George e Nanum firmam parceria para tecnologia de terras raras no Projeto Araxá
A St George Mining e a empresa brasileira Nanum Nanotecnologia assinaram um memorando de entendimento para o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao aproveitamento do cério. O elemento pertence ao grupo das terras raras e compõe a reserva mineral do Projeto Araxá, em Minas Gerais. A iniciativa foca na transformação do mineral bruto em produtos de alto valor agregado dentro do território nacional. A estratégia visa atender à crescente demanda por minerais críticos utilizados em aplicações de alta tecnologia e na transição energética global. “Araxá reúne um conjunto de minerais estratégicos que ganham importância crescente frente às demandas da economia global neste momento”, destaca o diretor-geral da St George no Brasil, Thiago Amaral. O acordo prevê que a Nanum, sediada em Lagoa Santa (MG), utilize sua expertise para estudar a produção de compostos avançados de cério em escala nanométrica. O objetivo é ampliar o aproveitamento industrial do mineral, que é o mais abundante entre as terras raras. As aplicações desses materiais abrangem setores como o de catalisadores industriais, revestimentos técnicos e indústria química fina. O desenvolvimento busca aliar o potencial de uso do elemento a ganhos em requisitos de sustentabilidade nas cadeias produtivas. “À medida que aprofundamos o conhecimento sobre esse recurso, surgem novas oportunidades de agregar valor e criar negócios no Brasil, reforçando nossa cadeia industrial”, afirma Amaral. A colaboração entre as empresas pretende conectar a pesquisa aplicada diretamente ao desenvolvimento industrial. Para a Nanum, a parceria representa uma possibilidade de fortalecer a autonomia tecnológica do país no setor de materiais avançados. A substituição de importações é um dos pilares econômicos do projeto. Atualmente, grande parte dos produtos derivados de terras raras utilizados pela indústria brasileira é de origem externa, o que gera dependência de fornecedores globais. “Teremos a chance de substituir parte ou a totalidade das nossas importações com a produção nacional de produtos de cério”, explica o CEO da Nanum, José Fernando Contadini. O cronograma do memorando estabelece a realização de estudos tecnológicos, testes químicos e a avaliação de rotas de processamento mineral. O trabalho conjunto deve validar a viabilidade técnica da transformação do cério em produtos comerciais competitivos. Além da etapa de pesquisa e desenvolvimento, as companhias analisarão a possibilidade de firmar acordos de fornecimento de longo prazo. O foco está na estruturação de uma operação que garanta o fluxo de material processado a partir da extração em Araxá para o mercado.




