Renilde dos Santos: Forte presença na comunidade

Natural do Quilombo do Curiaú, no Amapá, Renilde dos Santos é reconhecida pelo seu sorriso largo, coração generoso e um inconfundível turbante colorido que a faz voltar às origens. No cargo que representa sua essência, Renilde atua como Assistente de Comunidade da Mina Tucano, subsidiária da empresa canadense Great Panther Mining Ltd., localizada em Pedra Branca do Amapari, a 200 km da capital Macapá – AP.

Trabalhando há 15 anos na unidade, ela começou como zeladora, a serviço da antiga MPBA, em Serra do Navio, tornou-se recepcionista e assistente administrativo, até começar a atuar com a população do entorno da operação, tornando-se um importante elo entre os moradores e a empresa, ao entender as necessidades locais e desenvolver projetos de desenvolvimento social. “Quando apareceu uma oportunidade para atuar com as comunidades, a empresa queria alguém que fosse a campo. Este é um trabalho que eu desempenho com muita responsabilidade”, destaca.

Renilde é o exemplo de mulher de “garra”, que não mede esforços para executar seu trabalho da melhor maneira, cuidar de si e do próximo. “Sou daquelas que não conseguem ficar quietas. Eu acordava às 3h, lavava roupa, ia trabalhar e ainda fazia duas faculdades – Filosofia e Teologia. Agora, estou terminando a terceira, em Serviço Social”, relata. “Passei muita dificuldade, mas queria que meus filhos se inspirassem em mim e seguissem um bom caminho”. Hoje, tem quatro filhos, que atuam na área administrativa, técnica e de saúde. Positiva e alegre, completa: “Posso estar com mil problemas, mas deixo eles em casa”.

Esposa, mãe, mulher e profissional, Renilde sabe do seu compromisso com a família, empresa e comunidades. Ela oferece ajuda a pessoas em situações de vulnerabilidade, além de ser a idealizadora de campanha de Natal da Mina Tucano que oferece cestas de alimentos a milhares de famílias, especialmente às que residem em regiões mais remotas, cujo acesso é feito somente via barco. Por seu trabalho e dedicação, foi homenageada pela empresa e recebeu a honraria como uma das primeiras mulheres negras de Pedra Branca do Amapari.

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