Jaguar Mining reativa Mina Turmalina em Minas Gerais para retomada segura

Jaguar Mining reativa Mina Turmalina em Minas Gerais para retomada segura

A Jaguar Mining anunciou a conclusão do trabalho de retomada segura e responsável das atividades no Complexo MTL, que engloba a Mina Turmalina e a planta de processamento. A conclusão dessas ações permitiu que a companhia enviasse, em 10 de dezembro de 2025, a documentação técnica à Agência Nacional de Mineração (ANM) para retomar as operações no complexo.

As operações do Complexo MTL foram suspensas após um desabamento na pilha de rejeitos empilhados a seco (DSP) de Satinoco, ocorrido em 7 de dezembro de 2024. Este acidente envolveu cerca de 600 mil metros cúbicos de material, com uma extensão aproximada de 330 metros, e resultou na emissão do Auto de Interdição nº 52/2024 pela ANM.

A liberação das atividades ficou condicionada à apresentação de comprovação técnica abrangente sobre a estabilidade da pilha e das estruturas associadas. Segundo o CEO da Jaguar Mining, Luis Albano Tondo, além de mitigar os impactos negativos causados à comunidade local de Casquilho, a prioridade da empresa é a retomada segura da operação do Complexo MTL, com garantia da segurança dos empregados, da comunidade e do meio ambiente.

De acordo com o executivo, as equipes da companhia, em conjunto com especialistas de referência, atenderam a todos os requisitos técnicos de segurança. “Implementamos todas as ações corretivas necessárias e reforçamos nossos protocolos operacionais, alcançando uma estabilidade comprovada, com fatores de segurança mínimos exigidos pelas normas já superados em áreas críticas”, afirmou. Ainda segundo Tondo, a documentação apresentada à ANM demonstra as medidas adotadas.

Tondo também destacou que a retomada integral deve gerar empregos diretos e indiretos, ampliar a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e promover benefícios socioeconômicos na região. Ainda de acordo com o executivo, a reativação das operações gerará fluxo de caixa para o cumprimento de obrigações operacionais, trabalhistas, socioambientais e indenizatórias, além de fortalecer a liquidez da companhia.

“Estamos confiantes na solidez técnica e na segurança do Complexo MTL e aguardamos a autorização para retomar essas operações essenciais o mais breve possível”, afirmou.

Desde o incidente, a Jaguar Mining vem executando um plano de retomada em múltiplas etapas, com foco em padrões de integridade operacional, proteção ambiental e segurança dos trabalhadores. Entre os principais avanços estão a conclusão, em agosto de 2025, da construção de um sistema interno de drenagem na pilha de rejeitos empilhados a seco (DSP) de Satinoco e a realização de cortes e reconfiguração de taludes, especialmente na área localizada atrás da planta de preenchimento com pasta, finalizados em 19 de novembro de 2025, após estudos detalhados de engenharia.

A primeira etapa do plano, concluída em 23 de setembro de 2025, envolveu a implantação de infraestrutura temporária de apoio em superfície, com a instalação de refeitório, vestiários masculino e feminino, enfermaria, almoxarifado e posto de combustível, garantindo condições adequadas para o retorno dos trabalhadores ao complexo.

Já a segunda etapa, finalizada em 2 de novembro de 2025, contemplou melhorias em rotas de emergência subterrâneas e chaminés de ventilação, incluindo a conclusão do acesso de saída de emergência na região de Faina e o reforço geral dos sistemas de ventilação subterrânea.

Embora a prioridade da Jaguar tenha sido garantir a segurança geral do complexo, a empresa confirma que não retomará a operação direta na pilha de rejeitos empilhados a seco (DSP) de Satinoco. O foco está na estabilização das áreas críticas para as atividades de mineração e processamento adjacentes. A retomada da planta metalúrgica, por exemplo, dependia da estabilização das faces da pilha próximas à unidade de filtragem e à planta de preenchimento com pasta.

A Jaguar Mining confirma que essas áreas específicas atingiram um fator de segurança superior a 1,5, padrão que indica que os taludes estão dentro da faixa de estabilidade considerada segura para operações de mineração. Vale destacar também que a planta metalúrgica e sua infraestrutura de apoio estão localizadas fora da zona afetada pelo desabamento na pilha de rejeitos de Satinoco.

Com as etapas 1 e 2 do Plano de Retomada concluídas, a Jaguar Mining aguarda a autorização da ANM para dar continuidade às fases operacionais seguintes:

Etapa 3: retomada do desenvolvimento produtivo subterrâneo;

Etapa 4: retomada da mineração subterrânea;

Etapa 5: retomada operacional da planta metalúrgica em superfície.

A empresa reafirma o compromisso de manter um diálogo próximo e transparente com todas as autoridades regulatórias e informou que divulgará novas atualizações assim que estiverem disponíveis.