Chinalco e Rio Tinto fecham a compra da CBA por R$ 4,6 bi

Chinalco e Rio Tinto fecham a compra da CBA por R$ 4,6 bi

A Aluminium Corporation of China (Chinalco) e australiana Rio Tinto finalizaram o
acordo para a compra da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do grupo
Votorantim. O valor da aquisição é de R$ 4,6 bilhões, segundo o jornal Valor
Econômico.
A participação da Votorantim na CBA é de 69%. A joint venture terá que fazer uma
oferta de aquisição do restante das ações já que a companhia é de capital aberto com
papeis na bolsa brasileira. Segundo fontes, a Chinalco terá participação de 67% no
negócio, e o restante (33%) ficará com a Rio Tinto.
A CBA, criada em 1941, opera uma cadeia integrada de alumínio, desde exploração e
beneficiamento da bauxita nas plantas de Poços de Caldas (MG), Zona da Mata (MG)
e Barro Alto (GO), até a fundição e fabricação de alumínio em quatro unidades
industriais, desenvolvendo produtos primários e transformados, para os segmentos de
embalagens, transporte, construção civil e bens de consumo. A empresa também atua
com reciclagem de alumínio.
A companhia mantém ainda participação em 25 ativos de geração: 21 hidrelétricas e
quatro complexos eólicas.
Com endividamento alto, a CBA vinha tendo dificuldades de desenvolver o Projeto
Rondon, no Pará, de exploração de bauxita.
“Como a empresa de alumínio mais antiga do Brasil, a CBA possui vantagens
essenciais, incluindo autossuficiência robusta em recursos, geração estável de energia
limpa e forte valor de marca. Esses atributos fomentaram vantagens competitivas
sustentáveis ​​e potencial de desenvolvimento”, afirmaram Chinalco e Rio Tinto no
comunicado sobre a aquisição.
Falando de Rio Tinto, ela teria retomado as conversações com Glencore para uma
possível fusão, o que criaria um dos maiores grupos de mineração e metais do mundo.