Brazil Potash quer iniciar construção do projeto Autazes em 2026
A Brazil Potash Corp., que controla a Potássio do Brasil, definiu o ano de 2026 como o marco para o início da construção da estrutura física do Projeto Potássio Autazes, no Amazonas. Após um ano de 2025 focado na consolidação comercial e licenciamento prévio, a companhia entra agora na fase final de viabilização financeira e engenharia avançada para tirar do papel aquele que é considerado o maior empreendimento de fertilizantes potássicos do país.
O cronograma foi detalhado em balanço estratégico recente, onde a empresa destacou que as prioridades para os próximos meses incluem a conclusão dos acordos de benefícios com os povos indígenas Mura e a estruturação do funding necessário para a execução das obras em larga escala.
Um dos principais pilares que sustentam a meta de construção para 2026 é a segurança comercial do projeto. Em 2025, a Brazil Potash garantiu contratos vinculativos de venda com as empresas Keytrade e Kimia Solutions. Com esses acordos, a companhia já comprometeu aproximadamente 91% da produção planejada por meio de contratos de longo prazo do tipo take-or-pay – acordo onde o comprador se compromete a comprar ou pagar por uma quantidade mínima de um produto ou serviço.
Para o CEO da Brazil Potash, Matt Simpson, o progresso comercial e operacional coloca o projeto em uma posição estratégica para a soberania alimentar do país. “Estamos totalmente focados em concluir a engenharia e garantir o financiamento da construção. Autazes é um projeto vital para a independência agrícola do Brasil”.
Atualmente, a Brazil Potash mantém discussões ativas com instituições financeiras de desenvolvimento, agências de crédito à exportação (ECAs) e bancos comerciais, que já realizaram visitas técnicas ao local em Autazes para avaliar as condições de financiamento da planta industrial.
Segundo a empresa, o ano passado foi marcado pelo início das atividades de preparação do terreno na Área de Lavra, incluindo as etapas de resgate de fauna e supressão vegetal. A Brazil Potash também avançou no monitoramento arqueológico e em programas de preservação do patrimônio, requisitos essenciais para a evolução das licenças.
No setor de infraestrutura, um Memorando de Entendimento (MOU) assinado com a Fictor Energia prevê um investimento de cerca de US$ 200 milhões para a construção das linhas de transmissão elétrica que alimentarão o empreendimento, garantindo o suprimento energético necessário para a operação industrial.




