Brasil firma acordo com Canadá e aposta em uso de IA aplicada à geologia em busca de investidores
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) busca ampliar sua competitividade no mercado de mineração firmando acordos e realizando reuniões privadas durante a Associação de Prospectores e Desenvolvedores do Canadá (PDAC) 2026, realizada em Toronto. O principal evento institucional do mundo e o maior encontro de mineradoras promoveu o Brazilian Mining Day, um evento exclusivo dentro do PDAC 2026, dedicado ao potencial mineral do Brasil.
O SGB firmou acordo com o Serviço Geológico do Canadá (SGC) e manteve reuniões com outros países e empresas privadas. O diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões, afirmou que o acordo e a ampliação da base de dados ajudam na retomada de projetos que colocam o país em posição mais competitiva para atrair investidores a fim de fortalecer parcerias internacionais e formar alianças, como com o SGC.
Um dos focos está na retomada dos levantamentos aerogeofísicos, usados para mapear o subsolo com maior precisão. Essas informações reduzem a incerteza para empresas que buscam novas áreas de exploração, o que impacta diretamente o custo e o tempo de operação. A ausência desse tipo de informação sempre foi um problema histórico da mineração brasileira.
Outro tópico apresentado no evento foi o uso de inteligência artificial (IA) aplicada à geologia. A tecnologia permite analisar grandes volumes de dados e gerar mapas de probabilidade mineral mais assertivos, diminuindo o tempo necessário para identificar depósitos e aumentar a eficiência em explorações, atraindo investidores.
As estratégias visam inserir o Brasil em cadeias globais de minerais, como lítio e terras raras, onde a demanda cresce, junto a cooperação internacional e atualização de dados para destravar novos projetos no setor. O país tenta reduzir o atraso na produção de registros geocientíficos em relação a concorrentes como Canadá e Austrália. Informações apresentadas na própria PDAC 2026 indicam que mercados com maior nível de detalhamento geológico atraem mais capital de risco para exploração mineral.





