Com soluções de terraplanagem “onde ninguém pode ir”, Barbosa Mello estreia no Workshop Opex
Estreante no Workshop Opex da Revista Minérios & Minerales, cuja 16ª edição foi realizada no fim de junho em Belo Horizonte, a Construtora Barbosa Mello apresentou solução de execução de obra para, conforme destacou o gerente de soluções de engenharia Guilherme Bechara, onde exista risco à vida dos operadores. A empresa oferece soluções de terraplanagem e movimentação de solo, além de outras atividades, utilizando a segunda geração de equipamentos de teleoperação.
Empresa mineira, com 67 anos de mercado e sede na capital mineira, a Barbosa Mello foi a primeira responsável pela descaracterização de uma barragem nível 3, trabalho ocorrido após o rompimento da estrutura da Vale em Brumadinho, ocorrido em janeiro de 2019. Atualmente, atua na descaracterização de três barragens nível 3: Sul Superior (da Vale, localizada na Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais), Forquilha III (da Vale, em Ouro Preto) e Serra Azul (da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu) com a tecnologia apresentada no 16º Workshop Opex.
“Estamos apresentando para o mercado, para a indústria da mineração, a segunda geração dos equipamentos são tripulados, um produto da Barbosa, no qual misturamos diversos fabricantes de tecnologia, de equipamentos, de rádio, para entregar uma melhor solução para remoção de material e execução de obras de terraplanagem onde ninguém pode ir, locais onde um ser humano não pode estar, que é risco à vida. A gente executa atividades onde alguém pode morrer. Executamos obras de terraplanagem em locais que têm risco à vida com equipamentos pesados, com teleoperação”, detalhou Guilherme Bechara.
Na descaracterização de barragens nível 3 que, de acordo com a ANM, são em colapso ou em risco de colapso, a Barbosa Mello remove todos os rejeitos e descaracteriza o local sem que ela colapse.
“Tem outros pontos, por exemplo, você usar equipamento de uma máquina anfíbia em local que ela pode virar. Então, pode fazer uma teleoperação ou até escavação de taludes – têm sido recorrentes incidentes com fatalidade de pessoas que estão escavando, fazendo um ramp up com máquina, aí tem um desmoronamento e chegam a óbito”, complementou Bechara.
Com isso, a Barbosa Mello se orgulha de entregar para o mercado uma solução com a qual não se perde produtividade tirando a pessoa da cabine.
“É uma coisa que acontecia conosco há cinco anos e que hoje a gente consegue manter os mesmos índices de produtividade dos equipamentos como se o operador estivesse lá dentro. Tudo teleoperado. E ele tem outros sensores, outros auxílios que fazem com que o ajude a executar a atividade sem ter ninguém por volta da máquina”, destacou o gerente de soluções de engenharia da empresa.
Próximos projetos
Guilherme Bechara comentou que a construtora está desenvolvendo outros produtos para serem teleoperados e, também, soluções de autonomia.
“Não posso ficar falando de coisa, mas temos trabalhado para colocar qualquer máquina teleoperada para funcionar, de qualquer tipo de fábrica, de fabricante com soluções nossas.
E o mais importante: colocando as nossas pessoas para trabalhar nelas, porque não adianta nada ter a máquina funcionando sem ter a pessoa pra trabalhar. Então, uma das coisas que é um diferencial da Barbosa é capacitar as pessoas para usar a tecnologia que está disponível no mercado”, finalizou.
O objetivo não é apenas vender solução e treinar o funcionário, mas oferecer o serviço completo.




