Appian conclui venda da mineração Vale Verde (Mina Serrote) por US$ 420 milhões
A Appian Capital Advisory LLP anunciou a conclusão da venda da Mineração Vale Verde (MVV), detentora da Mina Serrote em Alagoas, para o grupo chinês Baiyin Nonferrous Group. A transação, avaliada em US$ 420 milhões, transfere 100% do capital da MVV, consolidando um dos movimentos mais significativos do setor de metais não ferrosos no Brasil recentemente.
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Desempenho Operacional e Financeiro da MVV
Em 2024, a Mina Serrote apresentou números robustos que justificam o interesse global pelo ativo:
- Produção: 18,3 kt de cobre e 8,2 koz de ouro.
- Receita: US$ 184,4 milhões.
- EBITDA: US$ 83,9 milhões.
- Eficiência de Custos: Custo operacional médio C1 de US$ 1,74/lb Cu.
Além do sucesso financeiro, a operação destaca-se pela segurança do trabalho, com mais de 5,5 milhões de horas trabalhadas sem incidentes com afastamento (LTI) nos últimos três anos.
Impacto Socioeconômico em Alagoas
A MVV não é apenas uma mineradora, mas o principal motor de exportação do estado de Alagoas, respondendo por 28,2% do valor total exportado pelo estado.
- Empregos: Mais de 1.050 funcionários diretos.
- Mão de Obra Local: 100% dos colaboradores são brasileiros, sendo que mais de 80% residem nos municípios locais (Craíbas e região).
- Localização Estratégica: Acesso a três portos e proximidade com o aeroporto de Maceió, facilitando a logística de escoamento.
O Comprador: Baiyin Nonferrous Group
O grupo chinês Baiyin Nonferrous, fundado em 1954, reforça sua presença internacional com esta aquisição. A empresa já possui operações na África do Sul e no Peru, e conta com uma capacidade produtiva global impressionante:
- Cobre: 400 mil toneladas/ano.
- Chumbo e Zinco: 400 mil toneladas/ano.
- Ouro e Prata: 15 toneladas e 500 toneladas/ano, respectivamente.
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Histórico: Da Aquisição ao Exit
Adquirida pela Appian em 2018 (anteriormente da Aura Minerals), a Mina Serrote era um projeto greenfield. Sob a gestão da Appian, o ativo foi potencializado, atingindo uma capacidade de lavra de 4,1 milhões de toneladas por ano e uma vida útil estimada em 14 anos.
“Esta transação reforça a capacidade da Appian de identificar ativos promissores e otimizar seu valor, atendendo à demanda por minerais críticos de alta qualidade”, destaca Michael W. Scherb, CEO da Appian.



