Anglo American garante segurança de suas estruturas

Augusto Diniz – Conceição do Mato Dentro (MG)

A Anglo American apresentou seu programa de segurança da barragem de rejeitos e de quatro diques de contenção de sedimentos, que integram o seu complexo minerário em Conceição do Mato Dentro (MG).

Ricardo Grossi, diretor de Operações da Anglo American, e Leonardo Leopoldo Gomes, da Gerência de Geotecnia e Hidrogeologia da mineradora, expuseram as iniciativas existentes em meio às obras da Etapa 3 no complexo, que deverá elevar a produção de minério de ferro à meta final da empresa para 26,5 milhões t/ano – a projeção para esse ano é de a produção ficar entre 18 e 20 milhões.

As obras da chamada Etapa 3 envolvem o alteamento da barragem e ampliação dos diques de sedimentos. Ressalta-se que o sistema de diques e barragens são bacias diferentes.

No caso das obras nas estruturas do barramento, a implantação de piezômetros, indicadores de nível de água e medidor de vazão para controle e segurança têm sido meticulosamente empregados.

Hoje, na barragem, existem 21 Indicadores de nível de água e dez piezômetros.

Além disso, uma estação total de monitoramento e deslocamento já está instalado na barragem de rejeitos.

As obras de alteamento da barragem de rejeitos, feitas a jusante, estão sendo realizadas atualmente em três fases – hoje se processa a primeira, com aumento em 9 m da estrutura.

A barragem é feita em solo e o volume de aterro total da barragem alcançará 2,5 milhões m³.

A existente possui hoje altura máxima na crista de 40 m, mas o projeto de alteamento a subirá mais 20 m de altura, até 2027 – há projeto de altear mais 5 m, mas a Anglo American aguarda novas regras dos órgãos oficiais com relação às barragens para prosseguir com a proposta.

A água da barragem é 70% reaproveitada no processo. A barragem não está sujeita à liquefação, segundo a mineradora. O cumprimento da barragem de rejeitos é de 700 m. A capacidade da barragem é de 55 milhões m³.

A área do reservatório é de 328 ha, com seção de drenagem a jusante, onde segue um córrego. Uma ETA com capacidade de 200 m³/h trata a água proveniente da drenagem da barragem antes de seguir para o corpo de água.

Diques

Já com relação aos quatro diques de contenção, para onde os sedimentos eventualmente são carreados a partir da lavra, o dique 3, o maior deles, com 15 m de altura máxima e 300 m de extensão, além de indicadores de nível de água e dez piezômetros, deve receber em breve uma estação total de monitoramento e deslocamento.

Cada dique possui um extravasador de concreto com sistema que permite vazão adequada e mínimo de turvidez ao córrego existente.

Na cava até existem os sumps nos seus pontos baixos, que são reservatórios de variados tamanhos onde a água é retida, mas parte invariavelmente segue para a bacia de sedimentos. A ideia da empresa é prevenir que a água desça cada vez mais para a bacia e seja usada na umidificação dos acessos da mina a partir da retenção dos sumps.

Em 2017, a Anglo American informa que desenvolveu o Programa de Negociação Opcional (PNO) voltado para a relocação de famílias de quatro comunidades vizinhas ao seu projeto, caso assim elas a desejem.

O programa, de acordo com a mineradora, foi constituído de forma participativa com essas comunidades, que estão localizadas próximas ao empreendimento – a montante da barragem -, mas fora da Área Diretamente Afetada (ADA) por ele.

Essa oportunidade também foi assegurada as outras duas comunidades localizadas a jusante da barragem. Após o rompimento ocorrido em Brumadinho, a empresa resolveu abrir o diálogo sobre a realocação para mais uma comunidade (localizada a 12 km a jusante da barragem). O objetivo é oferecer uma alternativa às pessoas que não querem viver próximas ao empreendimento, informa a Anglo American.

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