Solução oferece mais previsibilidade nas operações, aumentando a disponibilidade de ativos
Rodrigo Fernandes, Sales Account Executive da AspenTech, observa que houve um avanço muito grande em frentes relacionadas à otimização de processos nas plantas de mineração, mas em um dado momento a gestão de ativos não acompanhou esse crescimento. Ele participou do Workshop Opex 2026, realizado pela revista Minérios & Minerales em junho, em Belo Horizonte (MG), e tratou da questão.
“Os ativos começaram a ser um gargalo para manter melhores patamares de produção e operação”, explica Rodrigo. Então, segundo ele, tornou-se fundamental os centros de monitoramento de ativos para melhorar o desempenho deles. “Esse é um passo fundamental. Com isso, se tem dados”, ressalta.
O passo seguinte é como usá-los. “Como fazer uso disso de uma forma que se tem o real retrato do que está acontecendo com aquele ativo, para que se consiga antecipar se ele vai falhar e em quanto tempo, permitindo tomar uma decisão”, questiona.
O profissional da AspenTech aponta que há soluções para se ter o melhor resultado nesse item. “A gente tem uma abordagem específica para isso que é integrar todos os sistemas que estão presentes, para depois dispor isso de uma forma mais simples, para que justamente se saiba a criticidade de um ativo”, explica Numa operação de mineração, você tem dados de manutenção à de laboratório. São diferentes plataformas que não se comunicam entre si e a partir do momento que a gente consegue trazer para uma estrutura única, a gente potencializa e habilita mais ainda com a utilização da inteligência artificial”, ressalta ele.
Para a AspenTech, a digitalização na mineração caminha pela aplicação da inteligência artificial industrial, a redução da variabilidade do processo e aumento da confiabilidade dos ativos.
Uma estrutura única e consolidada de dados industriais é um pilar fundamental nessa tarefa. Rodrigo vê como essencial a implantação de processos, dados e ferramentas para promover uma cultura e uma estratégia de manutenção proativa, da mina ao porto. Isso é capaz de aumentar a produção em até 5%.
O controle avançado de processos estabiliza a operação e otimiza o desempenho do processo, mesmo diante das restrições comuns da planta, com maior recuperação mineral, redução do consumo de energia e maior previsibilidade operacional.
“O intuito do controle avançado de processo é ter uma melhor entrega operacional com menor variabilidade”, diz.


