Simexmin começa com foco na transição energética e o papel da mineração

Simexmin começa com foco na transição energética e o papel da mineração

O XII Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin) teve início neste domingo (17), em Ouro Preto (MG), discutindo importância da mineração para a transição energética. O evento segue até o dia 20 de maio e a revista Minérios & Minerales fará a cobertura. 

Na abertura do evento, Marcos André Gonçalves, presidente da Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro (ADIMB) e organizadora do evento, ressaltou o boom da indústria de minerais críticos e estratégicos: “Não há transição energética sem mineração. Que isso seja traduzido em investimento, empregos e oportunidades”.

José Luis Ubaldino de Lima, diretor de Geologia e Produção Mineral da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, foi na mesma linha e disse na abertura do Simexmin da necessidade do avanço da pesquisa geológica, inovação e formação de mão de obra para consolidar o Brasil na cadeia global de minerais da transição energética.

Segundo o diretor, o mundo atravessa uma profunda mudança, impulsionada pela transição para uma economia de baixo carbono, pela expansão da mobilidade elétrica, digitalização da economia, inteligência artificial e pela robotização. 

Já o presidente do Serviço Geológico do Brasil, Vilmar Simões, afirmou que o País possui condições geológicas singulares para se consolidar como protagonista global na produção de minerais críticos e estratégicos.

Simões disse ainda que o órgão retomou os levantamentos aerogeofísicos após mais de uma década de paralisação. De acordo com ele, o primeiro projeto foi feito no estado do Tocantins, com investimentos próximos de R$ 11 milhões. Os voos foram concluídos em março e os resultados começarão a ser disponibilizados.

Nesta segunda (18), o Simexmin contou com vária palestras voltadas à transição energética. Gabriel Sepulveda, coordenador de Geologia/Brazilian Nickel, abordou sobre o “Depósito Brejo Seco (Piauí): Cinco décadas de evolução do conhecimento geológico, redução de incertezas e consolidação de um depósito laterítico de níquel estratégico para a transição energética brasileira”.

Antonio Carlos Pedrosa Soares, consultor da UFMG e CNPq, tratou em sua palestra sobre condicionantes geológicos e modelos prospectivo-exploratórios para grafita e lítio em rocha (e associados).

E, ainda, Yaoguo Li, da Colorado School of Mines, dos Estados Unidos, palestrou sobre o que estar por vir na geofísica na era da transição energética