Projeto Araxá registra aumento de 75% em recursos minerais e é considerado um dos maiores do mundo
Uma nova estimativa constatada pela australiana St. George Mining colocou o Projeto Araxá, no município mineiro homônimo, no centro das atenções da indústria mineral. A companhia anunciou que registrou um aumento de 75% em recursos minerais, passando da estimativa inicial de 40 milhões de toneladas de terras raras, com teor aproximado de 4%, para 70,91 milhões de toneladas com 4,06% de terras raras e 0,62% de nióbio, considerando teor de corte mínimo de 2% de terras raras. Além desse volume, a modelagem específica para nióbio identificou 24,56 milhões de toneladas adicionais, com teor médio de 0,52% (corte de 0,2%), sem dupla contagem.
Segundo a mineradora, com a soma das duas bases, o Projeto Araxá passa a contar com aproximadamente 95 milhões de toneladas de recursos minerais, o que caracteriza o projeto como um dos maiores depósitos de terras raras do mundo. Além dos resultados desse estudo, realizado a partir da perfuração iniciada em julho de 2025, a companhia promove novas pesquisas desde setembro do ano passado em outra área do mesmo projeto, e que pode representar mais uma expansão em recursos, que é o Araxá Leste.

A geóloga da St. George, Carla Grasso, palestrou no 17º Workshop Opex realizado pela revista Minérios & Minerales, em junho, em Belo Horizonte, e detalhou sobre os novos estudos na região e o andamento dos trabalhos na área central do projeto.
“Estamos trabalhando intensamente para promover os recursos minerais que declaramos em março de 2026. Então, estamos fazendo um trabalho de sondagem diamantada na área central e adjacências, além de levantamentos geofísicos de magnetometria e sísmica passiva. Com esses estudos, conseguimos confirmar melhor a geometria da mineralização e a profundidade, e descobrimos a continuidade dessa anomalia que chamamos de Araxá Leste”, contou Grasso, detalhando que a nova pesquisa apresentou teores muito elevados de terras raras em Araxá Leste, passando 13% nas amostras superficiais: “Com esse levantamento, demos sequencia com sondagem de RC (sondagem de Circulação Reversa), confirmando a mineralização em superfície e profundidade, com teores muito altos de nióbio e ETRs. Agora, iremos prosseguir com uma campanha de 10 mil metros de sondagem em Araxá Leste, enquanto sondaremos também a área central para promoção de nossos recursos”.
A geóloga ressaltou ainda, que Araxá Leste não está incluído na estimativa de março de 2026, representando uma oportunidade ainda maior de crescimento para a companhia, além da continuidade dos trabalhos para a planta do Projeto Araxá. “Paralelamente a esses estudos, estamos desenvolvendo nossos testes metalúrgicos, também a parte de engenharia para a construção da nossa planta industrial em Araxá, além dos trabalhos para os licenciamentos e desenvolvimento dos modelos econômicos”.
HISTÓRICO ARAXÁ
O projeto iniciou em agosto de 2024 quando a australiana St George adquiriu 100% do projeto Araxá de Itafos. Em fevereiro de 2025 a companhia iniciou as atividades em Araxá (MG) e, em julho, foi iniciado o programa de perfuração e geofísica. Até junho deste ano, a empresa completou mais de 17.000 m de perfuração diamantada, além da descoberta em um novo alvo de exploração, como a área leste do projeto.
SOBRE A ST. GEORGE E OUTROS PROJETOS
Empresa australiana de capital aberto, listada na Bolsa de Valores da Austrália e na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, a St. George também passou a integrar, em 2026, o índice S&P Dow Jones.
Com projetos de minerais críticos no Brasil e na Austrália, além do Araxá, a companhia atua na região ocidental australiana com os seguintes empreendimentos:
Projeto Mt Alexander – Localizado a 120 km a sudoeste do cinturão Agnew–Wiluna, que abriga inúmeros depósitos de níquel de classe mundial, é desenvolvido em uma joint venture entre St George (75%) e IGO Limited (25%).
Projeto Paterson – Situado na província de Paterson, uma das mais ricas em minerais da Austrália que abriga os grandes depósitos de Nifty (2 milhões de toneladas de cobre) e Telfer (27 milhões de onças de ouro), os estudos do projeto da ST George confirmaram a presença de calcopirita e metassedimentos, litologia conhecida por hospedar mineralização de metais básicos na região de Paterson.
Lithium Star – Projetos da Austrália Ocidental. Em março de 2023, a Lithium Star Pty Ltd, subsidiária integral da St George, adquiriu sete projetos distintos de lítio da Chariot Corporation.

