Mosaic paralisa operações de fosfato e coloca ativos à venda em Minas Gerais
A produtora de fertilizantes Mosaic anunciou na última semana a interrupção das operações de fosfato nos complexos Mineroquímico de Araxá e de mineração de Patrocínio, ambos em Minas Gerais. A medida faz parte de uma estratégia global de realocação de capital, que inclui o início do processo de venda das estruturas instaladas na unidade araxaense.
O recuo no mercado nacional foi motivado pelo impacto financeiro provocado pelos altos preços do enxofre, crucial para a produção de superfosfatos simples nas fábricas da companhia.
A suspensão das minas causará uma queda anual de aproximadamente 1 milhão de toneladas na produção de fosfato. Esse volume representa 27% da capacidade produtiva da multinacional no Brasil.
Com a comercialização dos ativos e a paralisação das minas, projetam uma redução de gastos operacionais de até US$ 80 milhões e de despesas de capital de até US$ 30 milhões. O balanço do primeiro trimestre de 2026 teve um impacto contábil bruto entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões em razão das baixas e dos custos de desmobilização.
A mineradora St George Mining já confirmou interesse na aquisição dos ativos industriais de Araxá (MG). O foco da mineradora é aproveitar a infraestrutura existente para acelerar seu projeto de terras raras e nióbio. Entre os recursos de vendas considerados mais valiosos está a planta de ácido sulfúrico. O ativo é acompanhado de perto pelo mercado devido ao crescimento da demanda global no setor de mineração.
Enquanto busca a venda de sua produção de superfosfatos simples, a Mosaic pretende continuar presente na região apenas com seu projeto de nióbio em Patrocínio, cujos estudos técnicos e de amostragem estão em fase final de conclusão.





