Com novo CEO, CSN deve focar na venda de ativos do grupo
Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale, assumiu cargo de CEO da CSN neste mês. A expectativa é que o novo comando da empresa realize um extenso programa de venda de ativos da empresa. A medida visa diminuir o alto endividamento do grupo – a dívida líquida é de R$ 42,1 bilhões.
A agência de notícias Bloomberg afirma que a venda da unidade de cimento da CSN está em estágio avançado, e um acordo poderá ser anunciado em breve.
Segundo informações do mercado, a chinesa Huaxin, a Votorantim e a Polimix apresentaram ofertas de compra, mas com valor inferior a R$ 15 bilhões avaliado pela CSN à empresa de cimento. Mas a expectativa é que a CSN deve aceitar preço mais baixo para se desfazer do negócio.
Também está à venda pela CSN a Stahlwerk Thuringen (SWT), unidade siderúrgica do grupo na Alemanha adquirida em 2012 por US$ 634 milhões. Segundo a Bloomberg, as negociações caminham em condições confidenciais.
A CSN também está recebendo propostas de compra de alguns de seus ativos de infraestrutura. Entre eles, estão: a participação na MRS Logística, os terminais de Sepetiba e Itaguaí (RJ), o Grupo Tora (transporte rodoviário, terminais multimodais), além de instalações rodoviárias e ferroviárias integradas à CSN Mineração. Os ativos são avaliados em US$ 1 bilhão.
Com relação a CSN Mineração, a controladora CSN considera aumentar a participação de grandes acionistas na operação, como a Itochu Corporation (segunda maior acionista da empresa com 10,85% das ações ordinárias) e a Japão Brasil Minério de Ferro Participações (terceira maior acionista com 9,35% das ações).
