P.A. Gold prevê implantação do Projeto Sertão, em Faina (GO), a partir de 2028
O projeto Sertão, em Faina (GO), faz parte do planejamento estratégico de crescimento da P.A. Gold, empresa 100% brasileiro de produção de ouro e cobre. Segundo o diretor-geral da empresa, Paulo Belo, que apresentou a iniciativa durante o Workshop Opex 2026, realizado pela revista Minérios & Minerales em junho, em Belo Horizonte (MG), a meta é iniciar a implantação da planta goiana entre 2028 e 2029.
A P.A. Gold já tem operação em Peixoto de Azevedo (MT) – chamada Complexo Paraíba – mas mira alcançar até 2032 a produção de 150 mil onças de ouro por ano com o Projeto Sertão.
“Iniciamos o processo de exploração recentemente com plano de mais de 20 mil metros de sondagens somente esse ano. Estamos com ótimas expectativas para o projeto”, disse Paulo em entrevista à revista Minérios na ocasião do Workshop. O Projeto Serão foi adquirido há cerca de seis meses pela P.A. Gold.
Segundo o executivo, o objetivo com as novas sondagens em Faina é elevar até o ano que vem o tamanho das reservas de ouro no local. O projeto Sertão se localiza em uma área que já foi lavrada, há 15 anos, na modalidade open pit e, na época, chegou-se a extrair na mina mais de 250 mil onças de ouro, com o teor de 25 gramas por tonelada de minério.
“Nós estamos trabalhando no deep (área profunda) desse corpo e estamos buscando teores com 5 a 7 gramas. É um projeto de alto teor, possibilitando um tratamento com menor volume e uma produção em torno de 50 mil onças (ano)”, afirma Paulo.
A produção em Peixoto de Azevedo, no norte do Mato Grosso, começou há 4 anos e já alcançou 21 km de galerias subterrâneas. A reserva do projeto é de 500 mil onças, com vida útil estimada de 12 anos. No ano passado, a produção alcançou 35 mil onças. A empresa trabalha no Complexo Paraíba com 100% de disposição de rejeito a seco, sendo que 89% da água recircula no processo.
A P.A. Gold, que tem apenas 5 anos de existência, tem focado também em duas a três aquisições de projetos minerários, revela seu diretor-geral. A meta é buscar iniciativas com alto teor no subsolo e em teores superiores a 1.5g/t por ano para projetos open pit.
