LME: chumbo despenca com liquidação

O chumbo despencou mais de 8% na London Metals Exchange (LME), com os participantes esperando perdas adicionais, embora o que vai determinar a direção dos preços no curto prazo deverá ser o relatório do mercado de mão de obra de novembro dos EUA desta sexta-feira.

Os contratos de chumbo para três meses acumularam uma queda de 15% esta semana para a mínima de US$ 2.602,00 por tonelada, embora os traders não vejam suporte significativo até os US$ 2.450,00 por tonelada. Há apenas dois meses, os futuros de chumbo chegaram a flertar com a máxima de US$ 4 mil por tonelada. Contudo, um tom firme no mercado de cobre impediu que o sentimento bearish (negativo) tomasse conta do restante dos metais, que oscilaram dentro de faixas estreitas. No encerramento da rodada livre de negócios (kerb) da tarde, os contratos de chumbo para três meses fecharam a US$ 2.690,00 por tonelada, queda de US$ 145,00; os contratos de cobre para três meses avançaram US$ 30,00 e fecharam a US$ 6.725,00 por tonelada; os contratos de zinco para três meses recuaram US$ 16,00 e fecharam a US$ 2.390,00 por tonelada.

Analistas disseram que o número de novas vagas (payroll) desta sexta-feira será significativo depois do relatório ADP, divulgado ontem, que apontou um número muito maior de vagas abertas no setor privado em novembro, sugerindo que a perspectiva econômica dos EUA não está tão desanimadora como se temia. Os economistas estão esperando um número de payroll acima de 78 mil vagas e também que o Federal Reserve anuncie um corte no juro na próxima semana. O impulso de venda se somou a uma grande liquidação de posições compradas no mercado de chumbo, que os participantes disseram que parece estar relacionado com o fechamento de um ou mais livros. “O fato do backwardation (situação onde o preço no curto prazo supera aquele para entregas em meses subseqüentes) ter desaparecido, sugere que houve vendas de liquidação de vendas em oposição a novas posições vendidas a descoberto”, disse Will Adams, analista da BaseMetals. A liquidação foi desencadeado por um mercado nervoso com a notícia de que a mina Magellan – ma Austrália Ocidental – está aumentando as exportações de chumbo concentrado, disse Adams.

A empresa canadense Ivernia Inc, proprietária da mina Magellan, disse na segunda-feira que espera embarcar ao redor de 8 mil toneladas de chumbo concentrado entre março e abril de 2008, atualmente encalhados no porto de Esperança por causa de violações ambientais. Um fechamento fraco na quarta-feira, seguido por leves vendas na Ásia permitiram os especuladores a pressionarem o metal em baixa em Londres. Ordens sell-stops (ordem de venda a preço especificado) foram acionadas quando os preços furaram os suporte em US$ 2.760, US$ 2.730 e US$ 2.700 por tonelada, com os especuladores em pânico correndo para as saídas. Em outros mercados, o cobre foi sustentado pelas expectativas de que a Bolsa de Xangai vai anunciar nesta sexta-feira um outro grande declínio nos estoques, que os traders estimam que pode variar de 6 mil a 10 mil toneladas.

Os contratos de alumínio para três meses recuaram US$ 16,00 e fecharam a US$ 2.448,00 por tonelada no kerb da tarde; os contratos de níquel para três meses subiram US$ 200,00 e fecharam a US$ 26 mil por tonelada; os contratos de estanho para três meses fecharam a US$ 16.600,00 por tonelada, alta de US$ 150,00. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de cobre subiram, com os participantes antecipando um forte payroll nesta sexta-feira, ao mesmo tempo que receberam suporte da alta das ações, petróleo e ouro, assim como declínio dos estoques.

Os contratos de cobre para março subiram 0,85 cents (0,28%) e fecharam a US$ 3,0485 por libra peso. Os futuros de ouro e prata fecharam em alta na Comex, com o mercado de metais preciosos recuperando a fraqueza inicial baseado em fatores técnicos, mais uma inversão na direção dos mercados de câmbio e energia, segundo traders. Observadores disseram que o mercado de ouro poderá ficar volátil no futuro, com tanto os vendidos quanto os comprados buscando ajustar posições no último mês do ano. Mas, por hora, todas as atenções estarão voltadas para o payroll desta sexta-feira e a reação do dólar ao relatório. Os contratos de ouro para fevereiro subiram US$ 3,40 (0,42%) e fecharam a US$ 807,10 por onça-troy; os contratos de prata para marcos avançaram 16,5 cents (1,14%) e fecharam a US$ 14,625 por onça-troy.

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