Aumento de produção de cobre da Vale é viável, mas complexa, diz relatório
Com a subsidiária Vale Base Metals (VBM), a Vale tem capacidade de aumentar a sua produção de cobre. A informação é do site de finanças Infomoney.
De acordo com relatório da XP, usado na matéria da Infomoney, a trajetória de crescimento da Vale no segmento de cobre ainda é, no entanto, complexa, e envolve licenças e conversão de reservas no Brasil e no Canadá. No entanto, ressalta o documento, a discussão deixou de ser sobre recurso disponível e passou para desenvolvimento de inúmeros projetos para criar condições de produção.
“Apesar de nossos estudos indicarem um declínio dos volumes após um pico próximo de 700 mil toneladas anuais com base nos recursos atualmente conhecidos, esperamos que as campanhas contínuas de exploração e perfuração ampliem a vida útil das minas da VBM, sustentando esse patamar de produção por mais tempo e criando potenciais adicionais de crescimento além do plano atual”, aponta o relatório.
Para assegurar o crescimento, a mineradora deverá focar em projetos brownfield e greenfield. “Embora o inventário mineral pareça suficiente para sustentar o crescimento de longo prazo, a maioria dos projetos ainda precisa avançar por etapas como estudos ambientais, trabalhos de viabilidade, obtenção de concessões minerárias e construção”, relata o documento da XP.
Segundo ainda a XP, o ouro associado ao cobre também tem potencial de exploração e é um ativo ainda oculto nas avaliações. O metal estaria presente principalmente nas operações de cobre no Pará da Vale, especificamente nos projetos Alemão e Salobo.
Segundo a própria VBM, Alemão é “um projeto subterrâneo de cobre-ouro de alto teor”. Estimativas da XP indicam que apenas o projeto do Alemão pode adicionar cerca de 140 mil onças por ano até 2035, o que representaria aumento de 5% a 10% das receitas esperadas da VBM.
