RHI Magnesita avalia novo aporte no Brasil

Grupo planeja amplia produção na mina de Brumado, na Bahia, para atender unidades no exterior

A RHI Magnesita vai apresentar ao conselho de administração um novo plano de investimento para o Brasil. O presidente da fabricantes de refratários na América do Sul, Francisco Carrara, disse que a mina de Brumado, localizada na cidade do mesmo nome na Bahia, deve aumentar a sua capacidade produtiva nos próximos anos para atender a demanda de outras operações da companhia no mundo. Em setembro, a empresa irá levar ao seu conselho o investimento de R$ 350 milhões em sua unidade de refratários em Contagem (MG).

Segundo Carrara, no complexo de Brumado há quatro linhas de produção de sínter de magnesita, que é a magnésia calcinada, e o projeto é construir mais uma linha. Essa nova linha aumentaria de 60 mil a 85 mil toneladas do produto na capacidade instalada.

“Ainda não definimos os estudos de quanto teremos que investir nesse projeto [como um todo]. Isso porque passa pela expansão de outras unidades da companhia no mundo ou a substituição do produto chinês no abastecimento das subsidiárias”, afirmou Carrara, ao Valor, acrescentando que a multinacional exporta para unidades nos Estados Unidos e México.

No ano passado, a companhia produziu 350 mil toneladas de sínter. A capacidade de produção do complexo é de 360 mil toneladas a 380 mil toneladas de sínter de magnesita por ano.

Segundo a companhia, da produção de sínter, metade é exportada, sendo que 53% é destinada a outras operações da RHI Magnesita. “Essa expansão [no Brasil] dependerá das condições do mercado mundial no próximo ano.”

Carrara destacou a importância que a operação brasileira tem para o grupo, que tem sede em Viena, na Áustria. “Representa de 18% a 22% do faturamento da companhia. O plano é tornar a nossa operação perene e a matriz enxerga o país com um bom potencial.”

A fabricante de refratários apresentou receita de € 1,54 bilhão no primeiro semestre no mundo, aumento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando faturou € 1,508 bilhão. “A companhia planeja crescer em inovação tanto em serviços como em produtos. Com um viés ambiental e social”, afirmou Carrara.

Um dos projetos que a RHI Magnesita está tocando é o de reciclagem de resíduos refratários. No ano passado, a companhia conseguiu reciclar 17 mil toneladas de resíduos refratários, o que representou 4,3% do total produzido na operação brasileira.

Esse projeto, segundo o executivo, permitiu à companhia diminuir o impacto no meio ambiente e poupar a emissão de 25,5 mil toneladas de CO2. Em 2019, já foram reciclados mais de 9,7 mil toneladas de produtos. A meta para este ano é utilizar 6,2% de materiais reaproveitados.

Carrara esclareceu que a empresa coleta os resíduos de refratários em seus clientes (indústrias de aço, vidro e cimento) e encaminha para sua unidade em Coronel Fabriciano, em Minas Gerais, onde trata os materiais. Os processos incluem seleção, limpeza, britagem e, por fim, destinação para unidades fabris que reutilizam os resíduos tratados como matériaprima na produção de novos refratários. “A meta é reduzir a emissão de CO2 em 10% em 2025. Esse é um compromisso mundial.”

FONTE: Valor Econômico

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