Projeto de produção agroecológica integrada e sustentável

A Mineração Aurizona está instalada no noroeste do Maranhão, no município de Godofredo Viana, e opera uma mina de ouro próxima a comunidades garimpeiras, formada também por agricultores e pescadores, tendo o seu trabalho de responsabilidade social gerenciado pela consultoria Integratio.

Diante do cenário avaliado no território, notadamente pressionado por expansão garimpeira desordenada e ao mesmo tempo com grande potencial para a agricultura familiar e população carente, a Integratio desenvolveu o projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável no Território (PAIS no Território), reunindo aprendizados da tecnologia social Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS) – catalogada pela Fundação Banco do Brasil – aos conceitos de gestão estratégica e práticas de investimento social em Responsabilidade Social Empresarial (RSE) e Avaliação de Desempenho Ambiental (ADA).

A estratégia de endereçamento de impactos sociais por meio do investimento social foi proposta para permitir com que comunidade e empresa pudessem atuar na transformação do conflito existente em razão da competitividade pela exploração mineral, mesmo que entre modelos artesanais (garimpo) e industriais.

A empresa necessita de extensa área para manter reserva legal e área operacional que, segundo o Código Florestal Brasileiro, deve manter proporções respectiva de 80% (área de reserva legal) e 20% (área operacional). Por outro lado, a comunidade, de ofício garimpeiro, avançou sobre extensas áreas, causando degradação e pressão sobre o território, muitas vezes decorrentes da falta de alternativa de fontes de renda.

O PAIS no Território atua exatamente na solução mútua de carências da comunidade, necessidades da empresa e promoção do ativo de ambas na transformação de um conflito potencial. Além dos bolsões verdes agricultáveis e geração de renda, o PAIS no Território promove transformação simbólica ao introduzir ou fomentar novas práticas sobre a terra, antes observada, na comunidade, apenas com foco no subsolo (local da prática mineral) em detrimento das necessidades de conservação, manutenção e cultivo no solo.

A proposta do PAIS no Território articula-se com os três temas atualmente em debate sobre projetos de engajamento social e agricultura, a saber: transferência de tecnologia, relações de consumo e abordagem da juventude uma vez que aborda em maior ou menor grau elementos do consumo e comercialização, o envolvimento dos chamados estagiários profissionalizantes – formados por jovens que são contratados pelo projeto, remunerados e capacitados atuando diretamente nas unidades produtivas de suas comunidades de origem, e o custeio de infraestruturas para não apenas atender ao grupo de agricultores selecionados como também servir de unidade modelo.

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Autores: Jauner Torquato líder de projeto, e Guilherme Rajão – analista de projeto.

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