Porto do Açu pode ter siderúrgica capaz de produzir 10 milhões de toneladas de aço por ano

RIO – Depois de vender parte da MMX para a mineradora anglo-sul-africana Anglo American por US$ 5,5 bilhões, o empresário Eike Batista negocia agora a instalação de uma siderúrgica no Porto do Açu, no litoral norte do Rio de Janeiro, para produção de até 10 milhões de toneladas anuais de aço. Sem revelar o nome do grupo siderúrgico com quem conversa, Batista revelou que a produção de aço na retroárea do porto não deve começar antes de 2012.

“O Açu fica de frente para uma região produtora de petróleo. Nós mesmos, com a OGX (subsidiária do grupo EBX que desembolsou R$ 1,479 bilhão e arrematou 21 blocos na Nona Rodada) temos uma área em frente ao porto. Seria um ótimo lugar para produção de chapas grossas para uso na indústria do petróleo”, ponderou Batista.

De acordo com o empresário, as empresas que vão se instalar na retroárea do Açu devem investir até R$ 30 bilhões. Além da siderúrgica, Batista não descarta a possibilidade de instalação de uma refinaria e de dutos para transporte de álcool.

De imediato está prevista a geração de energia a partir de termelétricas na região. A partir de 2011 serão gerados 2.100 MW por meio de térmicas a carvão. Serão três usinas, cada uma com capacidade de produzir 700 MW. “As licenças ambientais estão sendo discutidas com o estado. As usinas são limpas e usam tecnologia alemã de ponta”, defende Batista.

Para matéria-prima das termelétricas, o grupo empresarial negocia com o grupo AMCI um acordo para comprar carvão de Moçambique. Problemas com o custo do transporte no país africano levam a MMX a olhar também opções na Austrália e na Colômbia.

Batista frisa ainda que há a possibilidade de que outras térmicas, estas a gás, sejam construídas na retroárea do porto, até totalizar capacidade de geração de 6 mil MW.

O diretor-geral da MMX, Rodolfo Landim, ressalta que parte da energia produzida pelas térmicas no Açu poderá ser destinada para produtores instalados no próprio porto e parte para venda no mercado livre. “É capaz de não sobrar nada para o mercado cativo”, pondera Landim, referindo-se às distribuidoras de energia elétrica que atendem os clientes do mercado regulado.
Fonte: Padrão

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