Beadell reaproveita subprodutos e rejeitos em Tucano Gold

Projeto no Amapá também mirou a comercialização de minério de ferro André Silva de Souza, supervisor de Planejamento e Orçamento da Beadell Brasil

O projeto apresentado pelo Beadell Brasil foi implementado na Mina Tucano Gold. A mina está situada no município de Pedra Branca do Amapari, a 200 km de Macapá, e possui acesso (15 km) por Serra do Navio. O objetivo foi a redução do cash cost, por meio do aproveitamento de pilha de rejeitos do antigo processo de lixiviação em pilhas (spent ore) e comercialização do minério de ferro ROM (estéril das cavas de ouro). “Tínhamos também o objetivo de comercialização do concentrado de minério de ferro da planta de separação magnética. Para isso, seria realizado um tratamento de todo o rejeito da planta CIL, antes da deposição na barragem de rejeitos”, relata André Silva de Souza, supervisor de planejamento e orçamento.

A venda do minério de ferro das cavas de ouro e do concentrado da planta de separação magnética estão assegurados através de acordos comerciais com a Anglo American Ferrous Amapa. “Possuímos um estoque de 5,8 milhões de toneladas com teor de Au g/t 0.85 (Koz 159). Contabilmente, estoque com custo zero, pois a Beadell adquiriu os ativos da MPBA como Impairment, que é a desvalorização do ativo. A planta foi projetada para processar 3,5 Mtpa, apresentando ritmo para 4 Mtpa”, detalha Souza. A construção da planta de separação magnética representa uma expectativa de produção de 400 a 500 mil toneladas por ano, com 68% Fe com baixos contaminantes. Além disso, é esperada uma redução de 20% a 30% no cash cost.

Os resultados apresentados no primeiro trimestre de 2013 superaram as expectativas. “A movimentação total de material e minério na mina ficou acima do orçado, e o teor, dentro do previsto. Já os gastos da mina e da planta ficaram abaixo da meta mínima. O projeto nos possibilitou reconhecer a excepcional qualidade de recursos e reservas em um ambiente geológico com imenso potencial ainda inexplorado, para incrementos adicionais e continuidade do negócio. Além disso, verificou-se a possibilidade de extensão da vida útil da mina e aumento na escala de produção por mina subterrânea, bem como a possibilidade de redução de custo adicional por substituição de energia termoelétrica por hidroelétrica”, conclui Souza.

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