Volvo lança caminhão de 100 t e novas escavadeiras

Afrânio Chueire, presidente da Volvo Construction Equipment Latin America, vê um cenário favorável hoje, mas acredita que um novo ciclo no segmento de máquinas de linha amarela só deve ocorrer a partir do ano que vem.

O executivo informou o desempenho da empresa ano passado. Segundo a companhia, as máquinas da Volvo e da marca SDLG (que pertencem ao grupo) ocuparam em 2017 no Brasil 16,9% de market share, representando um ponto percentual superior ao conseguido em 2016.

O Brasil hoje ocupa 30% do mercado de máquinas da linha amarela na América Latina, mas Afrânio acredita que essa participação pode chegar de 50 a 55%. “O tamanho do mercado brasileiro é de consumo de 15 mil a 20 mil máquinas por ano”, avalia. Porém, com uma concorrência maior. “Tínhamos cinco fabricantes no Brasil. Hoje, são 13 com planta industrial”.

Entre os países da América Latina, a grande surpresa foi a Argentina, que teve uma evolução de 92% nas vendas globais de máquinas, de acordo com dados da Association Equipment Manufacturers (AEM). Segundo ele, o motivo é o forte investimento em infraestrutura.

Todos os outros países hispânicos da região não tiveram crescimento acima de um dígito, com alguns até apresentando forte retração, como foi o caso da Colômbia (10%), de acordo com os mesmos dados da AEM.

Porém, a Volvo aposta no crescimento esse ano de máquinas para os segmentos do agronegócio, florestal e óleo e gás.

A companhia aproveitou para anunciar o lançamento durante a M&T Expo, que ocorre de 5 a 8 de junho, em São Paulo (SP), de um caminhão rígido de 100 t voltado à mineração. Segundo Afrânio, o caminhão tem base Terex, cuja área de veículos off road foi adquirida pela marca sueca. “Mas foram incorporadas várias tecnologias da Volvo”, disse. No evento, serão também apresentadas novas escavadeiras.

Sobre o desenvolvimento de veículos autônomos, Afrânio informou que a Volvo deu início este ano a um projeto piloto na Suécia, em parceria com a Skanska, numa mina de agregados. “É o futuro”, resume.

O presidente da Volvo CE na América Latina aproveitou para informar que em abril estará deixando o cargo e o grupo. O executivo começou a trabalhar na Volvo em 2000, chamado para organizar e comandar a área financeira da Volvo CE na região. Em 2012, assumiu o cargo de presidente.

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