RHI Magnesita será premiada por projeto sobre aumento de produtividade

A RHI Magnesita, premiada pelo projeto “Aumento da produtividade da planta de magnesita pela modificação do circuito de moagemdos autores Matheus Naves Moraes, Paschoal Bonadia Neto, Cassandro Freitas Matos e Marcos Paulo Silva Lima fará uma palestra sobre esse trabalho no Workshop Redução de Custos 2019. Os autores também receberão a homenagem no primeiro dia do evento.

Sobre o projeto

Após a fusão de duas das maiores produtoras de refratários do mundo, a RHI Magnesita se tornou a líder mundial desse seguimento. Além disso, a RHI Magnesita detém uma das mais relevantes produções de sínter magnesiano a nível global, levando a um alto nível de verticalização.

Esse fato é especialmente importante no cenário atual, em que a China (maior produtora mundial desta matéria prima) tem restringido a venda de explosivos para minas de magnesita, inviabilizando a produção de sínteres.

Apesar de possuir produção de sínter em diversas localidades como Áustria, China, Turquia e Irlanda, é em Brumado-BA que fica a principal instalação da companhia, com produção de uma das melhores matérias primas do mundo para aplicações refratárias.

Contudo, a planta de concentração de Magnesita foi identificada como o gargalo produtivo e um estudo foi realizado para o aumento de produtividade desta instalação. A rota, até então, contava com quatro moinhos em circuito fechado com hidrociclones, seguida por deslamagem e flotação reversa.

Após o estudo, através de testes em planta piloto, modelamento e simulação, foi verificado que seria possível aumentar em 27% a produtividade da planta ao abrir o circuito de três moinhos, fazer a classificação em peneira de alta frequência, e realizar a remoagem no quarto moinho, ainda fechado com hidrociclones.

O projeto foi implementado na planta industrial e atingiu os objetivos esperados pelas simulações, não só liberando o gargalo produtivo como também gerando concentrado para outras aplicações, gerando relevante impacto financeiro para a companhia. Com essa implementação, a RHI Magnesita fortalece sua posição como a maior, e um das mais verticalizadas, geradoras de soluções refratárias.

Sobre os autores

Matheus Naves Moraes

Engenheiro de Minas e Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais, com doutorado em andamento pela mesma instituição. Atualmente, atua como Pesquisador Sênior na área de processamento mineral do centro de pesquisas da RHI Magnesita, com projetos em desenvolvimento tanto no Brasil como no exterior.

 

Paschoal Bonadia Neto

Engenheiro de Materiais com Mestrado e Doutorado pela Universidade Federal de São Carlos e pós-graduado em Gestão de Projetos pela Fundação Dom Cabral. Trabalhou na Alcoa por 7 anos nas áreas de engenharia de processos e desenvolvimento de produtos. Em 2007 ingressou na RHI Magnesita, onde atuou como pesquisador na área de matérias-primas e atualmente é Gerente de Tecnologia Mineral no centro de pesquisas da empresa. Desde 2011 é diretor técnico da Associação Latino-Americana de Fabricantes de Refratários (ALAFAR).

 

Cassandro Freitas Matos

Engenheiro Metalurgista pela Universidade Federal de Ouro Preto e pós-graduado em engenharia de processos pela UNINTER. Em mais de vinte anos atuando pela RHI Magnesita, em duas etapas, já passou por diversos cargos de liderança na unidade de Brumado e na planta de produção de grãos eletrofundidos em Contagem, sendo hoje o Gerente de Processos e Qualidade em Brumado/BA.

 

Marcos Paulo Silva Lima

Supervisor de Tratamento de Minério, com formação Tecnólogo em Gestão da Produção Industrial e Pós em engenharia de Produção ambos pela UNINTER EaD, com 23 anos atuando na RHI Magnesita da qual parte na área de beneficiamento de Talco, fornos de fabricação de Sinter M30 e atualmente na Usina de Tratamento de Magnesita em Brumado/BA.

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