Mineradora Sama direcionará toda sua produção para o exterior

A Eternit, com atuação nos segmentos de cobertura e de louças e metais sanitários, caixas d’água e painéis cimentícios, informa que deixou de utilizar a fibra mineral crisotila (amianto) como matéria-prima na produção de telhas de fibrocimento. A substituição pela fibra sintética foi feita gradualmente ao longo dos últimos anos e concluída ao fim de 2018, conforme a empresa havia anunciado.

A utilização do amianto foi interrompida em todas as cinco fábricas da Eternit que produzem telhas, entre outros produtos, localizadas no Rio de Janeiro (RJ), em Colombo (PR), Simões Filho (BA), Goiânia e Anápolis (GO).

A companhia ressalta que o uso e a comercialização da substância continuam sendo permitidos, por força de liminar do Superior Tribunal Federal, até que uma decisão final seja tomada pela Corte.

O presidente da Eternit, Luis Augusto Barcelos Barbosa, explica que a decisão acompanhou antes de mais nada uma tendência de mercado. “Como havíamos antecipado, ao longo dos últimos meses, reforçamos os investimentos necessários para a troca de máquinas e equipamentos e adaptamos o processo tecnológico e industrial para o uso da fibra sintética de polipropileno. Nossa decisão foi baseada no fato de que o mercado brasileiro vem deixando, há alguns anos, de consumir produtos que contêm amianto. Independentemente de questões jurídicas, essa redução da demanda nos levou a buscar alternativas. Hoje, a nossa fábrica em Manaus produtora de polipropileno já está atingindo 80% da sua capacidade e abastece todas as unidades do grupo que utilizam a fibra sintética”, diz o executivo. O polipropileno também é usado na fabricação de painéis, módulos estruturais, pisos cimentícios, entre outros produtos da Eternit.

A Eternit informa ainda que decidiu interromper a comercialização de fibras de amianto no mercado nacional por parte da sua controlada Sama. A mineradora, única do país a fazer a extração da fibra mineral crisotila – representando a principal fonte econômica da cidade de Minaçu (GO) – continuará suas operações, direcionando sua produção exclusivamente para o mercado externo. A exportação atende clientes em dezenas de países onde o produto é permitido para aplicações industriais, segundo a empresa, tais como Estados Unidos, Alemanha, Índia, Indonésia, Malásia e outros países asiáticos.

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