Leonardo Rangel, da CMOC, receberá prêmio pela criação de um simulador

Leonardo Rangel, Geometalurgista Sênior do setor de Desenvolvimento de Processos da CMOC, foi contemplado pelo júri independente do prêmio de excelência 2019 através do projeto “Criação de um simulador de produção e alimentação das usinas de fosfato e nióbio em Catalão utilizando informações geometalúrgicas”

Sobre o autor

Leonardo é Geometalurgista Sênior do setor de Desenvolvimento de Processos/CMOC/Brasil com 11 anos de experiência na área de mineração, tendo atuado como geólogo de mina, geólogo de produção, mineralogista e geometalurgista em empresas como a Vale, Bunge, Anglo American, Nexa e CmoC Brasil. Atualmente cursando mestrado na área de geometalurgia pela UFMG. Foi co-autor de três artigos publicados em livros/anais de congressos nacionais, autor de artigos científicos e com publicações em revistas renomadas no setor de mineração, a Minérios & Minerales e Conexão Mineral

Sobre o projeto

A CMOC Brasil é uma subsidiária da CMOC, companhia global com um diversificado portfólio de ativos, incluindo operações na China, Austrália e República Democrática do Congo. Atua no País com mineração e beneficiamento de nióbio e fosfatos, nas cidades de Catalão e Ouvidor (GO) e Cubatão (SP), por meio de suas empresas Niobras e Copebras. Estas empresas operam e beneficiam rochas ricas em fósforo e nióbio. Atualmente, o mapeamento geológico e a amostragem de minas são utilizados para suporte metalúrgico e classificação do tipo de minério em função do potencial de recuperação da apatita e do pirocloro. Diferentes tipos de minérios são blendados e as pilhas são formadas com base em uma composição, considerando diferentes tipos de litologias. Para cada pilha formada, é apresentada uma tabela que indica o conteúdo dos elementos principais, os dados de caracterização e a porcentagem de cada litologia que faz parte da mistura. Mesmo com essa informação, não é possível estimar qual a expectativa de alimentação da planta e qual deveria ser a produção. Uma caracterização dos tipos de minério, diferentemente classificados por conteúdo mineralógico e descrição litológica foi feita para determinar as principais características de cada tipo e seu impacto específico no processo industrial. Cada um dos tipos de minério foi definido com base no mapa geológico e para cada tipo de minério, uma coleta de 30 amostras para análise química, difração de raios X e análise de MEV para reconhecimento da composição química e mineralógica. Em seguida, essas mesmas amostras foram submetidas a testes metalúrgicos para verificar o comportamento frente o processo industrial e categorizá-las em litologias favoráveis ou desfavoráveis à alimentação e produção das usinas, determinando assim qual tipo de minério afeta o processo de produção de apatita e nióbio e estabelecendo uma relação entre a geometalurgia e a capacidade de produção de concentrado. Uma equação matemática foi criada, baseada na geologia e na característica metalúrgica do minério empilhado, para estimar a alimentação e a produção das plantas. O resultado foi uma correlação de 93 a 95% entre a produção estimada e a produção real das plantas industriais, para isso, 20 pilhas de 2018 foram analisadas. Essas informações permitiram uma melhor configuração de blend e maior visibilidade da alimentação e do potencial de produção das fábricas. Como consequência, houve melhorias na informação e previsibilidade para o processo.

 

Esse projeto será apresentado no 10º Workshop Redução de Custos na Mina e na planta

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